Lançado em 13 de maio de 1980, 21 at 33 foi o primeiro álbum de estúdio de Elton John na década de 1980 e marcou o início de uma nova etapa em uma carreira que havia sido extraordinariamente bem-sucedida durante os anos 1970. O título fazia referência ao fato de Elton estar lançando seu 21º álbum de estúdio aos 33 anos de idade, embora a discografia oficial apresente algumas particularidades na contagem. Produzido por Clive Franks e pelo próprio Elton, o disco contou com a participação de músicos importantes, incluindo Pete Townshend, James Newton Howard e Steve Lukather. O álbum apresentou uma sonoridade mais próxima do pop e do rock contemporâneo do período, afastando-se parcialmente da grandiosidade dos trabalhos clássicos da década anterior. A parceria com Bernie Taupin voltou a ocupar posição central em algumas das composições. Embora Elton já não estivesse produzindo sucessos com a mesma frequência dos anos 1970, 21 at 33 demonstrou que ele continuava capaz de criar canções fortes e comercialmente atraentes.
A recepção crítica foi relativamente positiva, mas menos entusiasmada do que aquela reservada aos grandes clássicos de Elton John dos anos 1970. A Billboard destacou a habilidade do cantor em continuar produzindo material acessível e observou que sua voz e seu piano permaneciam como os principais elementos de sua identidade. A Rolling Stone recebeu o álbum de maneira mais moderada, considerando que Elton demonstrava competência, mas já não apresentava a mesma ousadia artística de trabalhos como Goodbye Yellow Brick Road ou Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy. Ainda assim, a publicação reconheceu a qualidade de algumas composições e a força interpretativa do cantor. A New Musical Express observou que Elton estava procurando adaptar sua música à nova década, incorporando uma produção mais enxuta e contemporânea. A crítica reconhecia, portanto, uma certa perda de espontaneidade, mas também via 21 at 33 como um registro importante da transição de Elton entre duas épocas musicais.
Os grandes jornais americanos também analisaram o álbum dentro desse contexto de transição. O The New York Times destacou que Elton John continuava possuindo uma das vozes mais reconhecíveis da música popular e que suas melhores composições ainda apresentavam grande força melódica. O Los Angeles Times chamou atenção para a produção mais contemporânea e para a tentativa do cantor de atualizar seu som diante da chegada de novas tendências como a new wave e o synth-pop. A The New Yorker, em avaliações retrospectivas da carreira de Elton, destacou 21 at 33 como um documento de uma fase de transição, quando o artista tentava conciliar sua identidade musical dos anos 1970 com as novas exigências da década seguinte. A participação de músicos convidados também demonstrava a intenção de Elton de explorar novas possibilidades sonoras. Embora a crítica não o tenha colocado no mesmo nível de seus álbuns clássicos, o disco foi reconhecido como um trabalho competente e representativo de seu momento histórico.
Comercialmente, 21 at 33 apresentou um desempenho respeitável. O álbum alcançou a 13ª posição na Billboard 200 nos Estados Unidos e chegou ao 12º lugar na UK Albums Chart. O principal single, "Little Jeannie", foi o grande destaque comercial do trabalho, alcançando a 3ª posição na Billboard Hot 100, tornando-se um dos maiores sucessos americanos de Elton no início da nova década. "Sartorial Eloquence" também foi lançada como single, embora tenha obtido desempenho mais modesto. O álbum recebeu certificação de ouro nos Estados Unidos, demonstrando vendas superiores a 500 mil cópias. Embora esses números fossem inferiores aos gigantescos resultados de Elton John durante o auge dos anos 1970, eles confirmavam que o cantor continuava sendo uma presença importante no mercado internacional. 21 at 33 serviu, assim, como uma ponte entre o extraordinário domínio comercial da década anterior e a carreira mais irregular que Elton teria durante boa parte dos anos 1980.
O legado de 21 at 33 é mais discreto do que o de obras como Goodbye Yellow Brick Road, Honky Château ou Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, mas o álbum possui importância histórica dentro da carreira de Elton John. Para especialistas, ele representa o momento em que o artista começou a adaptar seu estilo às mudanças musicais dos anos 1980, período marcado pelo crescimento da new wave, do synth-pop e de novas formas de produção. Para os fãs, "Little Jeannie" permanece como o principal destaque do álbum e uma das boas canções da fase inicial de Elton na década. O disco também é interessante por registrar a colaboração de músicos que posteriormente teriam carreiras importantes. Atualmente, 21 at 33 é geralmente visto como um álbum de transição: não possui a importância revolucionária de seus grandes trabalhos dos anos 1970, mas documenta um artista tentando encontrar uma nova linguagem sem abandonar completamente suas raízes. Por isso, continua sendo uma peça relevante para compreender a evolução de Elton John durante os anos 1980.
Elton John - 21 at 33 (1980)
Chasing the Crown
Little Jeannie
Sartorial Eloquence
Two Rooms at the End of the World
White Lady White Powder
Dear God
Never Gonna Fall in Love Again
Take Me Back
Give Me the Love
If at First You Don't Succeed
Pablo Aluísio e Erick Steve.
