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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Stereophonics - You Gotta Go There to Come Back

 Stereophonics - You Gotta Go There to Come Back
You Gotta Go There to Come Back foi o quarto álbum de estúdio dos Stereophonics e chegou ao mercado em junho de 2003, sucedendo Just Enough Education to Perform, de 2001. Produzido pelo vocalista e principal compositor Kelly Jones, o disco representou uma volta a uma abordagem mais elétrica e vigorosa, combinando rock britânico, blues rock, soul e elementos inspirados no rock dos anos 1970. As gravações aconteceram ao longo de 2002 em estúdios como Hook End Manor e Abbey Road, e Kelly Jones procurou capturar uma sonoridade mais espontânea, próxima da energia dos shows da banda. O álbum começa com a extensa “Help Me (She's Out of Her Mind)”, seguida por “Maybe Tomorrow”, uma das canções mais conhecidas de toda a carreira do grupo. “Madame Helga”, “Getaway”, “Climbing the Wall” e “Jealousy” mostram diferentes facetas do repertório, enquanto “I'm Alright (You Gotta Go There to Come Back)” fornece o título do álbum. A formação continuava centrada em Kelly Jones, Richard Jones e Stuart Cable, e o disco seria o último trabalho de estúdio dos Stereophonics com Cable na bateria.

A recepção crítica foi variada, mas várias publicações destacaram a diversidade musical do álbum. O The Independent observou a presença de referências aos Rolling Stones e Black Crowes, além de destacar a variedade de instrumentos e arranjos presentes nas faixas. O The Guardian, em uma crítica de Alexis Petridis, chamou atenção justamente para a tentativa da banda de ampliar sua fórmula tradicional de rock, mencionando guitarras influenciadas pelo AC/DC, vocais femininos, metais e outras camadas de produção. Já a NME descreveu o trabalho como um álbum de blues-rock de inspiração setentista, embora tenha feito ressalvas às letras e a determinados clichês temáticos. O CMJ New Music Report também destacou experiências pouco habituais para o grupo, como a presença de elementos de trip-hop em “I'm Alright” e uma abordagem diferente em “Rainbows and Pots of Gold”. Comercialmente, entretanto, o álbum teve uma trajetória bastante expressiva no Reino Unido: alcançou o primeiro lugar da parada britânica e tornou-se o terceiro álbum consecutivo da banda a chegar ao topo, depois de Performance and Cocktails e Just Enough Education to Perform. O álbum vendeu mais de 100 mil cópias apenas na primeira semana no Reino Unido.

Com o passar dos anos, You Gotta Go There to Come Back consolidou-se como um dos registros mais representativos da fase de amadurecimento dos Stereophonics. O álbum conseguiu equilibrar a identidade roqueira que havia levado a banda ao sucesso com uma produção mais elaborada, incorporando cordas, metais, backing vocals e influências de soul e blues. “Maybe Tomorrow” tornou-se especialmente duradoura e ganhou uma nova geração de ouvintes depois de aparecer na trilha sonora do filme Crash, além de continuar sendo uma das músicas mais reconhecidas do grupo. “Madame Helga” e “Since I Told You It's Over” também tiveram destaque como singles, enquanto “Nothing Precious at All” e “I Miss You Now” mostram um lado mais introspectivo de Kelly Jones. A importância do álbum também está no momento histórico em que surgiu: os Stereophonics já haviam deixado para trás a fase inicial de ascensão do rock alternativo britânico e estavam estabelecidos como uma das bandas de maior público do Reino Unido. O disco alcançou o primeiro lugar e permaneceu durante muitas semanas nas paradas britânicas, demonstrando a força comercial do grupo naquele período. Hoje, o álbum é lembrado sobretudo pela combinação de rock, blues e soul e pela presença de algumas das canções mais populares do repertório dos Stereophonics.

Stereophonics - You Gotta Go There to Come Back (2003)
Help Me (She's Out of Her Mind)
Maybe Tomorrow
Madame Helga
You Stole My Money Honey
Getaway
Climbing the Wall
Jealousy
I'm Alright (You Gotta Go There to Come Back)
Nothing Precious at All
Rainbows and Pots of Gold
I Miss You Now
High as the Ceiling
Since I Told You It's Over

Erick Steve. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Stereophonics - Just Enough Education to Perform

Stereophonics - Just Enough Education to Perform
O terceiro álbum de estúdio da banda galesa Stereophonics, Just Enough Education to Perform, foi lançado em 11 de abril de 2001 e marcou um momento decisivo na consolidação do grupo como um dos principais nomes do rock britânico do início dos anos 2000. Produzido por Bird & Bush (parceria entre Marshall Bird e Steve Bush), o disco apresenta uma sonoridade mais refinada em relação aos trabalhos anteriores, equilibrando o rock alternativo com elementos mais melódicos e introspectivos. Liderado pela voz característica de Kelly Jones, o álbum trouxe composições que exploram temas como fama, cotidiano e observações sociais, muitas vezes com um tom crítico e pessoal. Entre os destaques estão Have a Nice Day, um dos maiores sucessos da banda, além de Mr. Writer, que aborda diretamente a relação conflituosa com a imprensa musical, e Handbags and Gladrags, um cover que ganhou enorme popularidade.

A recepção crítica ao álbum foi geralmente positiva, com publicações como a Rolling Stone destacando a evolução sonora e a maturidade nas composições da banda. O The New York Times também ressaltou o talento narrativo de Kelly Jones, comparando-o a cronistas do cotidiano urbano britânico. Comercialmente, Just Enough Education to Perform foi um enorme sucesso, alcançando o topo das paradas no Reino Unido e vendendo milhões de cópias, tornando-se o álbum mais bem-sucedido da carreira do Stereophonics. Ao longo dos anos, o disco consolidou-se como um marco do rock britânico da virada do milênio, ajudando a definir o som da época e influenciando diversas bandas posteriores. Seu legado permanece forte entre os fãs e é frequentemente lembrado como o ponto alto criativo e comercial do grupo, sendo uma referência essencial para compreender a trajetória do Stereophonics.

Stereophonics – Just Enough Education to Perform (2001)
Vegas Two Times
Lying in the Sun
Mr. Writer
Step on My Old Size Nines
Have a Nice Day
Nice to Be Out
Watch Them Fly Sundays
Every Day I Think of Money
Maybe
Caravan Holiday
Rooftop
Handbags and Gladrags

Erick Steve. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Stereophonics - Performance and Cocktails

Stereophonics - Performance and Cocktails
Esse foi o segundo álbum da banda inglesa Stereophonics. Esse disco tem um sabor de nostalgia em meu caso particular porque quando ele foi lançado e estourou nas paradas de sucesso das ilhas britânicas, eu me encontrava em Londres por questões profissionais. Então era mesmo o som que estava no ar na época, tocando nas rádios, nos pubs, em todos os lugares. E o som do grupo estava mesmo alcançando uma maturidade incrível para músicos tão jovens, ainda tentando encontrar um caminho sonoro para se seguir. Eu atribuo esse profissionalismo de certo modo precoce aos produtores Steve Bush e Marshall Bird que sem dúvida fizeram um excelente trabalho. Basta ouvir a sonoridade do álbum para bem perceber isso. 

Outro aspecto digno de nota vem da capa. A foto usada mostra um casal se beijando no lado de fora de uma das prisões de segurança máxima da Inglaterra. É uma foto jornalística que realmente chama a atenção não apenas pela espontaneidade do momento, mas também pelo simbolismo. A garota parece ter o olhar perdido, um tanto melancólico. Na época eu interpretei esse beijo como o último dado antes de seu namorado entrar na prisão. O beijo de despedida de um relacionamento que parece fadado ao fracasso em pouco tempo. Enfim, mais um detalhe dentro desse que é um dos meus discos preferidos do Britpop. 

Stereophonics - Performance and Cocktails (1999)
Roll Up and Shine
The Bartender and the Thief
Hurry Up and Waitde
Pick a Part That's New
Just Looking
Half the Lies You Tell Ain't True
I Wouldn't Believe Your Radio
T-Shirt Sun Tan
Is Yesterday, Tomorrow, Today?
A Minute Longer
She Takes Her Clothes Off
Plastic California
I Stopped to Fill My Car Up

Pablo Aluísio.

Discografia Stereophonics


Discografia Stereophonics
Aqui está a discografia completa do Stereophonics, incluindo álbuns de estúdio, ao vivo e compilações, organizada de forma clara e atualizada até 2025. Em negrito seguem os álbuns que já foram comentados aqui em nosso blog Music!

Stereophonics – Discografia Completa

Álbuns de Estúdio:
Word Gets Around (1997)
Performance and Cocktails (1999)
Just Enough Education to Perform (2001)
You Gotta Go There to Come Back (2003)
Language. Sex. Violence. Other? (2005)
Pull the Pin (2007)
Keep Calm and Carry On (2009)
Graffiti on the Train (2013)
Keep the Village Alive (2015)
Scream Above the Sounds (2017)
Kind (2019)
Oochya! (2022)

Álbuns Ao Vivo:
Live from Dakota (2006)

Compilações:
Decade in the Sun: Best of Stereophonics (2008)

EPs e Lançamentos Especiais (seleção):
Local Boy in the Photograph EP (1997)
Step on My Old Size Nines EP (2001)
Traffic (Live) (1998)
(A banda também possui diversos singles avulsos lançados ao longo da carreira.)

Projetos Paralelos:
Embora não façam parte da discografia da banda, vale citar o projeto paralelo de Kelly Jones:
Far From Saints – Far From Saints (2023) – com Kelly Jones, Austin Jenkins e Patty Lynn.

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

domingo, 20 de julho de 2025

Stereophonics - Word Gets Around

Quem pensa que o melhor som do Britpop vem do Oasis e da Inglaterra está redondamente enganado. Esse título pertence aos galeses do Stereophonics. Esse trio formado no começo dos anos 90 vem colecionando uma série de sucessos, fazendo com que cinco de seus seis álbuns chegassem ao topo da parada inglesa nos últimos anos. Não é para menos, fazendo um som honesto e sem firulas o Stereophonics prova que o Britpop não é composto apenas por bandas pretensiosas e sem conteúdo. Obviamente Kelly Jones e cia escrevem sobre o cotidiano de suas vidas, de forma simples e comum, porém o forte desse trio realmente é a melodia de suas canções; poucos grupos conseguem compor músicas tão interessantes como eles nesse aspecto.

Words Get Around, seu álbum de estreia (o único que não chegou ao topo da parada britânica) traz uma coleção de belos momentos. A voz de bebum de pub de Kelly Jones se enquadra perfeitamente nas harmoniosas linhas das melhores canções do álbum: Traffic, Local Boy in The Photography e A Thousand Trees. Ao contrário do Oasis, que muitas vezes prefere um som estrondoso e no último volume, o Stereophonics aposta nas entrelinhas de uma musicalidade mais cadenciada e bem executada, reforçando por letras bem compostas, retratando as experiências de um jovem comum vivendo nos dias de hoje no outrora glorioso império Britânico. Além de conseguirem apresentar músicas mais consistentes o Stereophonics consegue tudo isso sem perder a garra que se espera de toda banda de rock. Isso está bem claro em faixas como a ótima Too Many Sandwiches, onde as guitarras ecoam ao fundo sem ofender ou machucar nossos tímpanos. Aqui o som pesado está a serviço de uma balada que deixaria um Paul McCartney orgulhoso. Enfim, o CD é essencial para quem quiser conhecer o melhor do movimento Britpop, mostrando a todos que se o Rock está em crise ao redor do mundo, certamente a apatia e a falta de talento ainda não atingiram as ilhas britânicas, pois o grande número de bandas inglesas, escocesas, irlandesas e galesas está aí para comprovar que o bravo Rock´n´Roll vive e vai mundo bem na terra da Rainha.

Stereophonics - Word Gets Around
1. A Thousand Trees
2. Looks Like Chaplin
3. More Life in a Tramps Vest
4. Local Boy in the Photograph
5. Traffic
6. Not Up To You
7. Check my Eyelids for Holes
8. Same Size Feet
9. Last of the Big Time Drinkers
10. Goldfish Bowl
11. Too Many Sandwiches
12. Billy Davey's Daughter

Pablo Aluísio.