sexta-feira, 24 de abril de 2026

Katy Perry: Part of Me

Em essência é um documentário musical mostrando a turnê mundial de Katy Perry, uma jovem cantora que tem feito muito sucesso nas paradas. Para se ter uma idéia a garota já conseguiu um feito e tanto – emplacar cinco canções consecutivas entre as dez mais da principal parada dos Estados Unidos. Nem os Beatles conseguiram tal proeza! Para quem quiser entender seu êxito comercial o filme traz boas pistas! Katy Perry é uma artista pop, do mesmo nicho de mercado em que estão inseridas outras cantoras de seu estilo como Avril Lavigne e Britney Spears. Como sempre acontece com artistas pop há muita produção envolvida em seus concertos, grupo de dançarinos, cenários elaborados e coreografias exaustivamente ensaiadas. A Perry surge tanto no palco como nos bastidores mostrando de forma até didática seus primeiros passos rumo à fama. Filha de pastores evangélicos itinerantes Katy surgiu inicialmente como cantora gospel e só depois, bem mais velha, abraçou o cenário pop. Com visual que lembra as antigas pin ups da década de 50, em especial Bettie Page, a moça desfila seu repertório enquanto esbanja simpatia e carinho entre os fãs que a visitam antes e após as apresentações. Aspectos de sua vida pessoal também são mostrados, inclusive o fim de seu relacionamento com o comediante Russel Brand. O filme consegue captar cenas interessantes dela bem antes do show em São Paulo quando abalada emocionalmente por sua separação ainda encontra forças para subir ao palco, sob lágrimas.

Em termos de méritos cinematográficos não há muito o que discutir. O filme é um produto feito para fãs e eventuais curiosos que queiram conhecer um pouco sobre essa cantora teen popular. A estrutura chega até mesmo a lembrar um reality show televisivo! No fundo ela demonstra algum descontrole emocional nos bastidores, agindo tal como uma adolescente que brigou com o namorado da escola! Por falar em teen uma das cenas mais curiosas é aquela em que a própria cantora admite que já não é mais nenhuma criança (ela tem na realidade 27 anos) mas que procura agir como uma garotinha adolescente de 16 anos, Pelo que vemos em cena isso é bem verdadeiro. Aliás agindo assim ela acaba criando uma grande identidade com seu público que é formado basicamente por uma garotada na faixa etária que vai dos 12 até no máximo 18 anos. De fato parece mesmo uma “meninona” e seu show reflete bem isso, com uso de muitos doces e chocolates no cenário, além de uma profusão de símbolos infantis por todos os lados (assim como Michael Jackson ela também parece ser obcecada por mundos de contos de fadas). O lado positivo é que ela tem uma música livre de apologias a drogas e outras barbaridades. É inofensiva, provavelmente fabricada, mas no mundo em que vivemos é bem melhor ter uma cantora como ela nas paradas do que um rapper raivoso vociferando versos incentivando os garotos dos guetos a dar tiros em policiais. A moça é simpática e sua música é não apenas chiclete mas algodão doce também. Em suma é um produto feito para ser consumido por um grupo específico de pessoas, no caso os fãs da cantora Katy Perry. Para os cinéfilos em geral não há grande interesse em conferir essa produção.


Katy Perry: Part of Me (Estados Unidos, 2012) Direção: Dan Cutforth, Jane Lipsitz / Roteiro: Dan Cutforth / Elenco: Katy Perry,  Adam Marcello, Rihanna, Justin Bieber, Lady Gaga, Ellen DeGeneres, Russell Brand, Angelica Baehler-Cob, Glen Ballard / Sinopse: Documentário que mostra os shows e bastidores da turnê mundial da cantora jovem Katy Perry.

Pablo Aluísio.

Avril Lavigne - The Single Collection

Estava eu no bem bom, com um belo copo de whisky escocês no aconchego do lar quando o telefone toca. Era meu grande amigo Pablo pedindo uma nova resenha para o blog! Mas poxa minhas antigas resenhas de Britpop acabaram?! Sim, estão quase acabando my friend, hora de escrever coisa nova. Mas... mas... enfim, tudo bem, então manda aí o nome do CD que eu tenho que escrever. Qual é o nome do artista? Ah?! Abril? Aril? Alil? What?! Fala direito pô! Ah, Avril... rs. Nunca ouvi nome mais esquisito na minha vida! Ok, você venceu batatas fritas manda o CD mister que eu mato no peito aqui e analiso o trem. Quando chegou olhei a arte. É um mocinha, já deu pra ver que posa de punk. Ai meus rins... outra punk de butique? Valha-me Deus. Mas vamos ouvir a moça "mamãe-vou-fugir-de-casa". Ah esses aborrescentes!

Era o que eu pensava. A gatinha teen é canadense, tem todos os dentes na boca e pelo jeito goza de boa saúde. A maquiagem é um pavor, olhos escuros, parece mais um zumbi comedor de miolos. Não faça isso lindinha, se ajeite! O pior é que ela aparece com um baita charuto de encruzilhada na capa do CD! Que feio lindinha, faz isso não... fumar vai escurecer seus dentes e dar câncer de pulmão.. uma moça tão bonita, canadense, nascida no primeiro mundo, depois fica dodói e vem chorar no consultório! Apaga isso menina! Mas chega de devaneios, sou tiozão mas ainda manjo de música pop adolescente. As letras são revoltadinhas, ela curte um garoto que anda de skate, chora e pede atenção a quem a ignora... reclama da escola - ah a escola... tem até aquela música que ela bate na porta (ei essa é do meu tempo, titio conhece!). Tem outras baladas, uns punkzinhos rápidos (e inofensivos) para tocar na rádio e muita produção e arranjos bem feitos (que obviamente não foram feitos pela mocinha).

Vou confessar até algo agora que fará perder meus dois únicos fãs que tenho (será que são dois ou um? I Don´t Know... ). Gostei da loirinha, ela canta bem sim, o repertório é bem mais audível que a Bitch Spears, por exemplo. Até parece música de verdade - e não gatinhos no meio de uma reforma como a Bri (será que a Brit ainda está viva? E eu lá sei...) Claro que a pose, as letras, o som, tudo é cirurgicamente determinado pelos executivos de gravadoras mas vamos dar uma colher de chá - a mocinha leva jeito. Eu até compraria para minha filha, desde que ela não usasse essa maquiagem pavorosa. Não quero gente com rosto de morto vivo no café da manhã. É isso, titio Erick dá seu selo de aprovação! Agora Pablo, fala sério, manda algo sério da próxima vez ok? Cãmbio deslgo. Ps: o post acima foi escrito quando eu estava totalmente sóbrio, garanto. Desce o pano.

Avril Lavigne - The Single Collection / 01. Complicated / 02. Skater Boy / 03. I’m With You / 04. Losing Grip / 05. Knockin’ On Heaven’s Door / 06. Don’t Tell Me / 07. My Happy Ending / 08. Nobody’s Home / 09. He Wasn’t / 10. Keep Holding On / 11. Girlfriend / 12. When You’re Gone / 13. Hot / 14. The Best Damn Thing / 15. Alice / 16. What The Hell / 17. Smile / 18. Wish You Were Here / 19. Alone (Bonus Track) / 20. I Will Be (Bonus Track) / 21. Get Over It (Bonus Track)

Erick Steve.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Spice Girls - Spice

Spice Girls - Spice
O álbum de estreia do grupo britânico Spice Girls foi Spice, lançado em 4 de novembro de 1996 pela Virgin Records. O disco marcou o surgimento de um fenômeno global que redefiniu o pop dos anos 1990, trazendo uma proposta baseada em carisma, identidade individual das integrantes e a mensagem de “girl power”. Produzido por Matt Rowe, Richard Stannard e Absolute, o álbum mistura pop dançante com elementos de R&B e dance music. O grande destaque foi Wannabe, single de estreia que se tornou um sucesso mundial imediato, alcançando o topo das paradas em diversos países. Outras faixas importantes incluem Say You'll Be There, 2 Become 1 e Who Do You Think You Are, que ajudaram a consolidar a imagem e o som do grupo. O álbum apresentou uma abordagem acessível e altamente comercial, mas também extremamente eficaz em capturar o espírito jovem da época.

A recepção crítica ao álbum foi mista inicialmente, com veículos como a Rolling Stone reconhecendo o apelo pop irresistível, mas criticando a simplicidade das composições. O The New York Times destacou o impacto cultural do grupo, especialmente na forma como representavam uma nova geração de artistas femininas com forte identidade coletiva. Comercialmente, Spice foi um sucesso gigantesco, vendendo mais de 23 milhões de cópias no mundo inteiro e tornando-se um dos álbuns mais vendidos da história por um grupo feminino. O disco não apenas lançou as Spice Girls ao estrelato, mas também influenciou profundamente a cultura pop da década de 1990, desde a música até a moda e a mídia. Seu legado permanece sólido até hoje, sendo lembrado como um dos álbuns mais icônicos do pop mundial e como símbolo de uma era dominada por hits, personalidade e forte apelo midiático.

Spice Girls - Spice (1996)
Wannabe
Say You'll Be There
2 Become 1
Love Thing
Last Time Lover
Mama
Who Do You Think You Are
Something Kinda Funny
Naked
If U Can't Dance

Christian de Bella. 

sábado, 18 de abril de 2026

Celine Dion - Let's Talk About Love

Celine Dion - Let's Talk About Love
O álbum de Celine Dion que trouxe o enorme sucesso ligado ao filme Titanic é Let's Talk About Love, lançado em 14 de novembro de 1997 pela Columbia Records. Este foi um dos projetos mais ambiciosos da carreira da cantora canadense, reunindo uma série de produtores e convidados de peso, incluindo Barbra Streisand, Bee Gees e Luciano Pavarotti. O disco apresenta uma sonoridade pop grandiosa, com forte presença de baladas românticas e produção sofisticada, características marcantes do estilo de Celine na década de 1990. O grande destaque é, sem dúvida, My Heart Will Go On, tema central do filme, que se tornou um dos maiores sucessos da história da música. Outras faixas importantes incluem Because You Loved Me (em algumas edições internacionais) e The Power of Love como referências do estilo que consolidou sua carreira, embora o álbum também traga novas canções de destaque como “It’s All Coming Back to Me Now” (em versões ao vivo ou coletâneas relacionadas ao período) como parte do contexto artístico da cantora naquele momento.

A recepção crítica ao álbum foi geralmente positiva, com publicações como a Rolling Stone destacando a potência vocal de Celine Dion e a qualidade da produção, ainda que algumas críticas apontassem certa previsibilidade nas baladas. O The New York Times ressaltou o alcance global da artista e sua capacidade de emocionar audiências diversas. Comercialmente, Let’s Talk About Love foi um fenômeno mundial, vendendo mais de 30 milhões de cópias e tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. O sucesso estrondoso de “My Heart Will Go On” impulsionou ainda mais essas vendas, consolidando a cantora como uma das maiores vozes da música pop internacional. O legado do álbum permanece extremamente forte, sendo lembrado como um dos pontos altos da carreira de Celine Dion e um marco definitivo das baladas românticas dos anos 1990, além de eternamente associado ao impacto cultural de Titanic.

Celine Dion – Let's Talk About Love (1997)
The Reason
Immortality
Treat Her Like a Lady
Why Oh Why
Love Is on the Way
Tell Him
Where Is the Love
When I Need You
Miles to Go (Before I Sleep)
Us
Just a Little Bit of Love
My Heart Will Go On
I Hate You Then I Love You
Let's Talk About Love
Amar Haciendo el Amor
Be the Man
I Don't Know

Christian De Bella. 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Faith No More - We Care a Lot

Faith No More - We Care a Lot 
O primeiro álbum da banda norte-americana Faith No More foi We Care a Lot, lançado em 1985 pela Mordam Records. Este disco inaugural apresenta uma formação inicial bastante diferente daquela que posteriormente alcançaria fama mundial, com Chuck Mosley nos vocais, além de Roddy Bottum, Billy Gould e Mike Bordin. Musicalmente, o álbum mistura elementos de funk, punk, pós-punk e rock alternativo, evidenciando desde cedo a proposta híbrida e experimental da banda. A faixa-título We Care a Lot tornou-se o principal destaque do disco, com sua abordagem irônica e crítica social, antecipando a postura irreverente que marcaria o grupo nos anos seguintes. Apesar de uma produção relativamente simples e independente, o álbum já indicava o potencial criativo da banda e sua disposição em romper com os padrões convencionais do rock da época.

A recepção crítica foi discreta no momento de seu lançamento, em grande parte devido à distribuição limitada e ao fato de o grupo ainda fazer parte do circuito underground. Publicações como a Rolling Stone só viriam a dar maior atenção à banda em trabalhos posteriores, enquanto o The New York Times praticamente não cobriu o disco na época. Comercialmente, o álbum teve alcance modesto, mas ganhou certa notoriedade em cenas alternativas, especialmente na Califórnia. Com o passar dos anos e o sucesso posterior do Faith No More — especialmente após a entrada de Mike Patton — We Care a Lot foi reavaliado como um registro importante das origens da banda. Hoje, é visto como um trabalho essencial para compreender a evolução do grupo e o desenvolvimento de sua identidade sonora única, sendo reconhecido como um precursor do metal alternativo e do funk metal que ganharia força no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.

Faith No More - We Care a Lot (1985)
We Care a Lot
The Jungle
Mark Bowen
Jim
Why Do You Bother
Greed
Pills for Breakfast
As the Worm Turns
Arabian Disco

Christian De Bella. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Britney Spears - ...Baby One More Time

Britney Spears - ...Baby One More Time 
O álbum de estreia da cantora norte-americana Britney Spears foi ...Baby One More Time, lançado em 12 de janeiro de 1999 pela Jive Records. O disco marcou o surgimento de uma das maiores estrelas pop da virada do milênio, trazendo uma sonoridade que mesclava pop adolescente com influências de dance e R&B. Produzido por nomes como Max Martin, o álbum foi cuidadosamente elaborado para criar um som altamente comercial e cativante. A faixa-título ...Baby One More Time tornou-se um fenômeno global, impulsionada por um videoclipe icônico que ajudou a consolidar a imagem de Britney na cultura pop. Outros destaques incluem Sometimes, (You Drive Me) Crazy e Born to Make You Happy, que reforçaram o apelo jovem e romântico do disco. O álbum foi fundamental para redefinir o pop adolescente no final dos anos 1990, abrindo caminho para uma nova geração de artistas.

A recepção crítica foi mista na época do lançamento, com publicações como a Rolling Stone reconhecendo o apelo irresistível das músicas, mas também apontando a forte orientação comercial do projeto. O The New York Times destacou o impacto cultural imediato da cantora, mesmo que o conteúdo lírico fosse considerado simples. Apesar das críticas divididas, o sucesso comercial foi avassalador: o álbum vendeu mais de 25 milhões de cópias no mundo inteiro, tornando-se um dos discos mais vendidos da história. Com o passar dos anos, ...Baby One More Time passou a ser visto como um marco definitivo da música pop, simbolizando o retorno do pop adolescente ao topo das paradas e consolidando Britney Spears como um ícone global. Seu legado permanece vivo, influenciando artistas e sendo constantemente revisitado como um dos álbuns mais importantes do final do século XX.

Britney Spears – ...Baby One More Time (1999)
...Baby One More Time
(You Drive Me) Crazy
Sometimes
Soda Pop
Born to Make You Happy
From the Bottom of My Broken Heart
I Will Be There
I Will Still Love You
Thinkin' About You
E-Mail My Heart
The Beat Goes On

Christian de Bella. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Stereophonics - Just Enough Education to Perform

Stereophonics - Just Enough Education to Perform
O terceiro álbum de estúdio da banda galesa Stereophonics, Just Enough Education to Perform, foi lançado em 11 de abril de 2001 e marcou um momento decisivo na consolidação do grupo como um dos principais nomes do rock britânico do início dos anos 2000. Produzido por Bird & Bush (parceria entre Marshall Bird e Steve Bush), o disco apresenta uma sonoridade mais refinada em relação aos trabalhos anteriores, equilibrando o rock alternativo com elementos mais melódicos e introspectivos. Liderado pela voz característica de Kelly Jones, o álbum trouxe composições que exploram temas como fama, cotidiano e observações sociais, muitas vezes com um tom crítico e pessoal. Entre os destaques estão Have a Nice Day, um dos maiores sucessos da banda, além de Mr. Writer, que aborda diretamente a relação conflituosa com a imprensa musical, e Handbags and Gladrags, um cover que ganhou enorme popularidade.

A recepção crítica ao álbum foi geralmente positiva, com publicações como a Rolling Stone destacando a evolução sonora e a maturidade nas composições da banda. O The New York Times também ressaltou o talento narrativo de Kelly Jones, comparando-o a cronistas do cotidiano urbano britânico. Comercialmente, Just Enough Education to Perform foi um enorme sucesso, alcançando o topo das paradas no Reino Unido e vendendo milhões de cópias, tornando-se o álbum mais bem-sucedido da carreira do Stereophonics. Ao longo dos anos, o disco consolidou-se como um marco do rock britânico da virada do milênio, ajudando a definir o som da época e influenciando diversas bandas posteriores. Seu legado permanece forte entre os fãs e é frequentemente lembrado como o ponto alto criativo e comercial do grupo, sendo uma referência essencial para compreender a trajetória do Stereophonics.

Stereophonics – Just Enough Education to Perform (2001)
Vegas Two Times
Lying in the Sun
Mr. Writer
Step on My Old Size Nines
Have a Nice Day
Nice to Be Out
Watch Them Fly Sundays
Every Day I Think of Money
Maybe
Caravan Holiday
Rooftop
Handbags and Gladrags

Erick Steve. 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Oasis - Be Here Now

Oasis - Be Here Now
O terceiro álbum de estúdio da banda britânica Oasis, Be Here Now, foi lançado em 21 de agosto de 1997 e chegou cercado por uma expectativa gigantesca após o sucesso fenomenal de (What’s the Story) Morning Glory?. Produzido por Noel Gallagher e Owen Morris, o disco representa o auge do britpop em termos de ambição e grandiosidade sonora. As músicas são marcadas por arranjos expansivos, guitarras sobrepostas e durações longas, refletindo tanto a confiança quanto o excesso criativo da banda naquele momento. Faixas como D'You Know What I Mean?, Stand by Me e All Around the World se destacaram como singles importantes, com esta última ultrapassando nove minutos e simbolizando o caráter épico do álbum. O disco também carrega a atmosfera hedonista do período, marcada pelo sucesso, fama e excessos vividos pelos irmãos Liam Gallagher e Noel Gallagher.

A recepção crítica inicial foi extremamente positiva, com publicações como a Rolling Stone e a imprensa britânica exaltando o álbum como um novo marco do rock contemporâneo. No entanto, com o passar do tempo, a avaliação mudou significativamente: veículos como o The New York Times e outras revistas passaram a criticar o excesso de produção e a falta de edição nas composições, apontando o disco como inflado e menos focado que seus predecessores. Comercialmente, Be Here Now foi um enorme sucesso imediato, tornando-se um dos álbuns mais vendidos da história no Reino Unido em sua semana de lançamento e alcançando o topo das paradas em diversos países. Apesar disso, sua reputação foi sendo reavaliada ao longo dos anos, muitas vezes citada como o ponto de saturação do britpop. Ainda assim, o álbum mantém um legado significativo como símbolo do auge e da decadência de um movimento cultural, além de continuar sendo apreciado por fãs por sua energia grandiosa e momentos marcantes.

Oasis – Be Here Now (1997)
D'You Know What I Mean?
My Big Mouth
Magic Pie
Stand by Me
I Hope, I Think, I Know
The Girl in the Dirty Shirt
Fade In-Out
Don't Go Away
Be Here Now
All Around the World
It's Gettin' Better (Man!!)
All Around the World (Reprise)

Erick Steve. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Nirvana - In Utero

Nirvana – In Utero
Inicialmente Kurt Cobain quis chamar esse disco de “Eu me Odeio e Quero Morrer!”. Isso mesmo, mais direto impossível. Depois de muitos debates e brigas com a gravadora finalmente ele concordou em desistir do título. Os advogados lhe convenceram que um nome como esse poderia lhe trazer muitos problemas legais, inclusive acusações de incentivo ao suicídio de seus fãs. Mesmo relutando o líder do Nirvana recuou e escolheu o nome de “In Utero” que havia retirado de um verso escrito para uma canção por sua esposa, Courtney Love. Mas afinal porque Kurt Cobain estava tão desiludido com sua própria vida? Na realidade não foi apenas um motivo que o levou a isso mas vários. A gravação do disco ocorreu em uma das fases mais conturbadas da vida do músico. Sua filha Frances acabara de nascer mas ele corria o risco de perder sua custódia por causa de seu abuso de drogas. A justiça americana estava querendo tirar a criança dos cuidados do casal uma vez que o vício em heroína de Cobain havia saído do controle e era de conhecimento público. A luta nos tribunais foi desgastante e penosa. Além de ter a vida exposta ao grande público Cobain começou também a entrar em uma rota depressiva que o levaria em pouco tempo ao suicídio, comprovando tragicamente os sentimentos de sua frase onde afirmava que ele se odiava e queria morrer.

As letras das canções de “In Utero” representam bem esse estado de espírito depressivo de Kurt Cobain. Os temas são sombrios, pessimistas, muitas vezes beirando o mal gosto (como na faixa “Rape Me” cuja tradução literal “Estupre-me” já era auto explicativa). Não era para menos. Pensando bem nada ia bem na vida do roqueiro. Ele sofria de sérias dores de estomago, perdia cada vez mais o senso de realidade pelo abuso de drogas e sentia-se perdido com a fama que havia conquistado. Além disso começou a agir como um perfeito paranóico, comprando armas de grande calibre, afirmando que estava sendo perseguido por “forças ocultas”. E havia problemas de relacionamento com as pessoas mais próximas de sua vida. Um desses era o complicado sentimento que Kurt tinha para com seu próprio pai. Eles tinham ficado anos sem se ver, mas o velho Cobain após o sucesso do Nirvana reapareceu para assistir a um show do filho famoso. Isso perturbou bastante Kurt. O encontro deixou Cobain muito mal. Ele tinha reservas contra sua família e não conseguia ficar à vontade na presença deles. Sem reação resolveu desabafar através de sua música. “In Utero” traz vários versos dedicados ao pai, mesmo que de forma bem indireta e obscura. E para piorar o que já era bem ruim seu estado era deplorável. Ele não conseguia mais reagir aos acontecimentos ao redor, estando sempre chapado ao limite. Em casa ficava o tempo todo drogado, caído pela chão. Ainda foi feita uma tentativa de intervenção sobre sua dependência química mas sem sucesso. O resto já sabemos. Kurt Cobain não conseguiu sobreviver a uma crise suicida e se matou na garagem de sua casa após escrever um bilhete de despedida para familiares e fãs tornando assim “In Utero” seu verdadeiro testamento musical. Uma pena. Foi um fim muito precoce para um artista que marcou época e revitalizou o cenário punk alternativo americano.

Nirvana - In Utero (1993)
Serve the Servants
Scentless Apprentice
Heart-Shaped Box
Rape Me
Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle
Dumb
Very Ape
Milk It
Pennyroyal Tea
Radio Friendly Unit Shifter
tourette's
All Apologies

Pablo Aluísio.

terça-feira, 31 de março de 2026

Elton John - The Fox

Elton John - The Fox
O primeiro álbum de Elton John na década de 1980 foi The Fox, lançado em 20 de maio de 1981 pela Geffen Records (nos Estados Unidos) e também pela Rocket Record Company em outros territórios. Produzido por Chris Thomas, o disco marcou uma fase de transição na carreira do artista, que buscava se reinventar após o enorme sucesso obtido nos anos 1970. The Fox apresenta uma sonoridade diversificada, combinando pop, rock e elementos orquestrais, além de manter a tradicional parceria com o letrista Bernie Taupin. O álbum inclui faixas como Just Like Belgium, Chloe e Elton's Song, esta última destacando-se por sua temática sensível e incomum para a época. Embora não tenha produzido grandes sucessos comerciais comparáveis aos clássicos da década anterior, o disco revela um artista experimentando novas direções musicais e explorando diferentes abordagens de composição.

A recepção crítica ao álbum foi mista, com publicações como a Rolling Stone apontando certa irregularidade no material, embora reconhecendo momentos de grande qualidade musical. O The New York Times destacou o esforço de Elton John em renovar seu estilo, mas também observou que o disco não possuía o mesmo impacto imediato de seus trabalhos mais consagrados. Comercialmente, The Fox teve desempenho moderado, alcançando posições razoáveis nas paradas, mas ficando abaixo das expectativas para um artista de sua magnitude. Com o passar do tempo, o álbum passou a ser visto como uma obra de transição importante, que preparou o terreno para o ressurgimento comercial de Elton John ao longo dos anos 1980. Hoje, é valorizado por fãs e críticos como um registro honesto de um período de reinvenção artística, demonstrando a capacidade do músico de se adaptar às mudanças da indústria e manter sua relevância ao longo das décadas.

Elton John - The Fox (1981)
Breaking Down Barriers
Heart in the Right Place
Just Like Belgium
Nobody Wins
Fascist Faces
Carla/Etude
Chloe
Heels of the Wind
Elton's Song
The Fox

Erick Steve.