sexta-feira, 12 de junho de 2026

Rolling Stones - Out of Our Heads

Rolling Stones - Out of Heads
Nem adianta negar. Na década de 1960 os Rolling Stones andaram lada a lado com os Beatles. Sonoridade, letras, arranjos, os Stones realmente seguiam o modelo padrão das bandas de rock daquela época e quem determinava esse padrão era justamente o quarteto de Liverpool. Veja o caso desse Out of Our Heads, terceiro disco dos Stones. O álbum segue os passos dos Beatles, mesmo que alguns centímetros atrás. Enquanto os Beatles começavam a mudar ainda que discretamente seu som, os Stones também procuravam trazer inovações para o grupo. Esqueça os Stones de hoje em dia. Aquilo ali é uma empresa multinacional, uma corporação S.A. e não mais um conjunto de Rock mas em 1965 eles ainda eram de fato um grupo de rock. Hoje em dia Jagger e Keith Richards se odeiam tanto que mal se falam mas na época do lançamento desse trabalho eles eram realmente amigos e trabalhavam em harmonia. Por falar em amizade aqui os Stones surgem com sua formação clássica completa, a saber: Mick Jagger (vocal, harmónica, percussão), Brian Jones (guitarra eléctrica e acústica, harmónica, orgão), Keith Richards (guitarra), Charlie Watts (Bateria e percussão) e Bill Wyman (baixo). Essa aliás é a formação perfeita dos Stones, sem tirar nem colocar mais ninguém. Curiosamente é que para melhorar ainda mais a qualidade musical do disco eles ainda chamaram outros craques: Ian Stewart no piano e o produtor maluco beleza Phil Spector para dar algumas canjas de baixo.

O resultado é dos melhores. Considero o álbum um dos mais pertinentes do grupo em termos de melodia e arranjos. Os primeiros discos dos Stones deixavam muito a desejar nesses aspectos mas aqui a sonoridade melhora muito. Um exemplo perfeito do que digo surge logo na primeira canção, "She Said Yeah" com suas linhas de guitarras furiosas. Apesar de ser um cover é uma das melhores gravações dos Stones. No quesito garra e pique poucas vezes eles fizeram algo melhor do que isso. É interessante perceber que nessa fase inicial eles ainda não estavam muito seguros como compositores, preferindo se apoiar em material escrito por outros compositores. Assim temos apenas três canções escritas pela dupla Mick Jagger e Keith Richards: "Gotta Get Away", "Heart of Stone" e "I'm Free". Note que a versão do disco britânica que estamos comentando aqui foi bastante diferenciada da americana pois nos EUA a gravadora ianque incluiu o megasucesso "(I Can't Get No) Satisfaction", que não fez parte da seleção musical inglesa. Era como se o Help dos Beatles saísse com "Yesterday" em sua versão americana mas não na inglesa. Deu para sentir o drama? É óbvio que por essa razão a edição USA é bem superior à britânica mas como sou tradicionalista ainda prefiro a discografia original do grupo para ouvir (e na minha opinião a discografia original é exatamente a de seu país de origem, ou seja, Made in England). Assim lhe deixamos a dica. Esqueça esses Stones que estão aí celebrando 50 anos de carreira ou mais. Isso tudo é puro marketing. Prefira os caras em seus primórdios, quando eram apenas cinco amigos tentando dar o melhor de si para vencer no mundo da música. Isso aconteceu antes da morte de Brian Jones e da saída de Bill Wyman. "Out of Our Heads" é perfeito nesse sentido.

Rolling Stones - Out of Our Heads (1965)
She Said Yeah
Mercy, Mercy
Hitch Hike
That's How Strong My Love Is
Good Times
Gotta Get Away
Talkin' 'Bout You
Cry to Me
Oh Baby (We Got a Good Thing Goin'
Heart of Stone
The Under Assistant West Coast Promotion Man
I'm Free

Pablo Aluísio.

The Doors - The Soft Parade

The Doors - The Soft Parade 
Na segunda metade dos anos 60 os Beatles lançaram um disco que abalou o mundo da música: "Sgt.Pepper's Lonely Hearts Club Band", já ouviu falar? Se sua resposta for não, então você é definitivamente um tapado em termos de Rock'n'Roll. O Rock, antes considerado uma arte menor, ganhou status de arte maior com esse trabalho, levando todos, inclusive os mais conceituados críticos musicais a ouvirem esse marco da história mundial. Criou-se assim, pela primeira vez, o conceito de grande arte ao mais popular gênero musical do planeta. De uma hora para outra todas as bandas de rock do mundo se sentiram desafiadas a aprimorar e tentar, se não a superar, ao menos se igualar ao revolucionário disco do grupo inglês.

Os Doors, principalmente Krieger e Manzarek, chegaram a conclusão que deveriam enriquecer seu próximo disco com orquestrações e arranjos mais bem elaborados. Então o grupo se trancou em estúdio e durante mais de um ano tentou todas as combinações e experimentos possíveis. O estúdio gastou uma fortuna, todo mundo ficou esgotado, principalmente Jim que não gostava de super produções. Gravado em oito canais entre novembro de 1968 e junho de 1969, no Elektra Sound Studios (Hollywood, CA) o disco só foi lançado oficialmente nos EUA no dia 18 de julho de 1969. Novamente o grupo foi produzido por Paul A. Rothchild. The Soft Parade foi o disco dos Doors que teve a mais longa e cara produção. Foi lançado em julho de 1969 (depois de quase um ano de preparo), mas não foi bem acolhido pela crítica, talvez motivado pelo escandaloso show de Miami, ocorrido poucos meses antes.

O público também estranhou o resultado, dizendo que a banda não era mais a mesma, que havia se vendido. Mas a verdade é que esse é realmente um disco bem diferente do que os Doors já haviam lançado anteriormente, com arranjos orquestrados e repletos de instrumentos estranhos à banda, como trombone, conga e violino (que aparecem logo na espalhafatosa introdução de Tell All the People). Além disso, uma outra voz é ouvida, já que o guitarrista Robby Krieger canta o refrão da canção Runnin' Blue. Um outro detalhe intrigou os fãs: a autoria das canções, antes creditadas a todos os integrantes, dessa vez era dividida entre Morrison e Krieger. Estariam os Doors passando por uma crise interna? Não era possível dizer. Mas logo o episódio de Miami foi (parcialmente) esquecido e o single "Touch Me" invadiu as rádios e elevou as vendas dos álbum, que se tornou mais um sucesso. Singles nas Lojas : Touch me / Wild child - Em dezembro de 1968 a banda lançou o primeiro single deste disco, aliás o primeiro de quatro, o que foi um recorde para o grupo.

O lado A trazia "Touch Me". Quem ouviu já sacou: Jim estava levemente embriagado quando gravou essa faixa, mas tudo acabou dando um toque especial a música. Outro dado: esta canção é na verdade, uma mistura de muitos takes diferentes, por isso se nota também uma certa diferenciação no vocal de Jim ao longo da canção. "Wild child" é um boa canção, principalmente pela introdução envenenada da guitarra de Krieger e mais uma vez Jim aparece com seu estilo vocal dúbio, de quem acabou de sair de um bar. Em suma: Blues etílico.

Wishful, Sinful / Who scared you? - Em fevereiro de 69, os Doors lançam um novo single, deixando todo mundo surpreendido. "Wishful, Sinful" é uma balada triste, puxada para blues (mais uma vez!). O grande problema dessa canção e das outras do disco, é que há tantos instrumentos ao mesmo tempo que a voz de Jim acabou ficando ofuscada, sendo afogada numa verdadeira overdose musical. No Lado B do compacto foi colocada uma canção fraquinha que acabou não entrando no disco, "Who scared you?" é tudo o que um lado B é: totalmente descartável. Tell all the people / Easy ride - Tá legal, todo mundo fala mal de "Tell all the people", mas absolutamente não concordo com esse tipo de opinião. Gosto muito da canção, aliás a considero a melhor de todo o disco. De todas é a que apresenta a melhor harmonia entre a orquestra. Além disso Jim está em ótima fase vocal, tudo aliado a bonita melodia. Nota 10! "Easy ride" é uma música rápida que cola na sua mente com força. Facilmente assobiável e tudo o mais, ela também é um ótimo momento do disco, por isso dos quatro singles extraídos do disco, este é disparado o melhor de todos.

Running Blue / Do it - Mas quem diabos é este que canta com Jim durante "Running blue"? Ora é Robbie, que como vocalista é um ótimo guitarrista! Essa foi a única vez que Jim dividiu o microfone com alguém da banda (graças a Deus!). Talvez a existência desse quarto single (um exagero!) tenha sido uma forma de homenagear o guitarrista e compositor da banda. Mas sinceramente, Krieger acabou com sua própria música, sendo muito ruim sua participação. Ponto final. No lado B do single "Do it" com algumas inovações durante a execução, mas que nada mais são do que fruto do complexo de Lennon/McCartney de Krieger. O single foi lançado em agosto de 1969.

Enquanto isso, fora dos estúdios...
Nesta fase de gravação de "The Soft Parade" o single "Hello, I Love You" estourou na Europa, levando os Doors à sua primeira e única grande turnê internacional, que passou por países como Inglaterra, Alemanha, Holanda, Dinamarca (foto) e Suécia. Foi uma das excursões mais alucinadas da história do Rock, com muitos escândalos promovidos por Jim Morrison, com muito excesso de drogas, mulheres e bebedeiras, levando o vocalista a bater seus próprios recordes de extravagâncias. Em Londres eles se apresentaram no Roundhouse, uma tradicional casa de shows da Inglaterra. Os britânicos definitivamente não estavam preparados para Jim, ele entrou no palco totalmente narcotizado e bêbado, mas mandou ver em um dos melhores shows da banda. Depois o grupo foi para a Alemanha, em Frankfurt e Jim se sentiu em casa. Conhecida como uma das cidades mais sofisticadas da Europa, aqui a banda fez um show que entrou para a história da cidade. Jim terminou a noite em um bar de strip tease da cidade e a imprensa alemã não deixou este fato passar em branco.

Em Amsterdam aconteceu o pior: Jim estava totalmente fora de controle, O Jefferson Airplane abriu o show dos Doors naquela noite, mas no meio de sua apresentação, Jim apareceu no palco, para surpresa de todos, com uma garrafa de whisky na mão, totalmente embriagado, tentando acompanhar o Airplane que totalmente atônico, ficou sem saber o que fazer! Jim continuou dançando ao som da música da banda, num espetáculo trágico e engraçado ao mesmo tempo! Na verdade ele deu um vexame daqueles, na frente de todo mundo! No final ele mal conseguiu deixar o local, de tão chapado que estava, sendo carregado para o hospital mais próximo. Mas nem por isso os Doors deixaram de realizar o show, a banda entrou sem Jim mesmo, pediu desculpas e interpretou todas as canções sozinhos. Jim estava sempre bêbado e drogado e depois confidenciou a um amigo que "Não se lembrava dos shows dos Doors na Europa"!

Essas apresentações viraram um especial para a TV inglesa chamado The Doors Are Open, que mais tarde também foi lançado em vídeo. Antes do lançamento do quarto disco da banda, o orquestrado e exagerado The Soft Parade, ocorreu o que é tido como o começo da queda de Jim Morrison. Dia 1 de março de 1969 é a data do famoso show de Miami, onde Jim, completamente bêbado, foi acusado de exibir seu pênis para a plateia, incitar baderna e proferir discursos obscenos. Ninguém sabe ao certo se tudo isso ocorreu ou não, mas o vocalista foi a julgamento e acabou condenado a seis meses de detenção. Além disso, praticamente todos os shows agendados foram cancelados e a banda se tornou "persona non grata" em todo o território americano.

Enquanto os advogados apelavam da decisão judicial, tentando abrandar a pena do vocalista, aos poucos os shows foram se tornando mais frequentes outra vez, e a banda começou a gravar suas apresentações para o lançamento de um álbum ao vivo. Esse material foi lançado em 1970 como um LP duplo chamado Absolutely Live, que misturava canções já conhecidas com algumas inéditas. Em seguida, mais um de estúdio, batizado com o nome Morrison Hotel. Os que achavam que os Doors haviam entrado em decadência com The Soft Parade encontraram muito vigor no novo trabalho, que deixava as orquestras totalmente de lado para fazer um rock cru e mais blues do que nunca. Mas essa é uma outra história que vamos contar no mês que vem... até lá.

The Doors - The Soft Parade
Existem pessoas que não gostam desse disco dos Doors. Chegam a dizer que é o disco do grupo que menos se parece com sua sonoridade habitual. Ora, esse tipo de mentalidade é bem equivocada. A verdade é que uma banda de rock sempre deve procurar por inovação e não ficar na mesma tecla, álbum após álbum. Assim se esse disco foi inovador na carreira dos Doors, então palmas para eles. A busca por inovação sempre será muito bem-vinda.

O disco abre com uma faixa que até considero bem convencional. Trata-se de "Tell All the People". O único maior diferencial digno de nota é o abrasivo arranjo de metais logo em seu começo. Certamente não era algo que um fã dos Doors estava esperando encontrar. Porém tirando esse pequeno detalhe tudo o mais parece bem de acordo com o tipo de música da banda em seus álbuns anteriores.

Jim Morrison não gostou muito dessa letra que foi escrita totalmente pelo guitarrista Robbie Krieger. Aliás a música é inteiramente dele, desde sua letra, até sua melodia. Morrison, como já era óbvio naquela fase da carreira, preferia mesmo cantar seu próprio material. A maioria de suas músicas apenas adaptavam sua poesia. Era uma poesia cantada. De qualquer forma como Jim gostava muito de Robbie, ele procurou dar o melhor de si na gravação, em sua performance vocal. E ficou muito bom, temos que reconhecer.

A canção inclusive foi escolhida para ser lançada depois também como single, o terceiro extraído das faixas do disco. Não fez muito sucesso, é verdade, ficando apenas na posição 57, mas de qualquer forma foi um espaço a mais dentro da discografia dos Doors para o trabalho composto por Krieger, que era um músico talentoso, mas também uma pessoa bem tímida, que nunca procurava se impor aos demais membros do grupo.

Pablo Aluísio.

The Beatles - Beatles For Sale - Parte 2

The Beatles - Beatles For Sale - Parte 2
"Eight Days a Week" quase virou canção tema do filme "Help!". Ela foi intitulada originalmente de "Oito braços para lhe abraçar" que era uma tremenda apelação de marketing para fisgar as fãs adolescentes dos Beatles. Depois de algum tempo John Lennon começou a achar tudo aquilo brega demais (e obviamente era algo bem pegajoso e bregoso), por isso o título da música foi finalmente mudado. 

É interessante também notar que os Beatles estavam bem pressionados para completar um disco para as festas de final de ano, por isso eles encaixaram essa música nesse álgum. Inicialmente ela foi pensada para fazer parte de "Help!", mas os Beatles mudaram de opinião sobre isso. Assim ela foi finalmente escalada para o "For Sale". Fez bem, se encaixando perfeitamente no repertório desse disco.

"Words of Love" é um cover dos Beatles com a imortal balada romântica escrita por Buddy Holly. Paul McCartney sempre foi um fã de carteirinha desse pioneiro do rock americano, a tal ponto que anos depois iria comprar os direitos autorais de toda a obra de Buddy Holly, que morreu muito jovem em um acidente de avião. Nesse mesmo evento trágico morreram também Ritchie Valens (de La Bamba) e Big Bopper, outro roqueiro da época. Como forma de homenagem e referência os Beatles então decidiram gravar essa criação imortal de Holly. Ficou linda a gravação, simplesmente irretocável. Um dos grandes momentos do disco.

"Mr. Moonlight" é outro cover. Foi composta por Roy Lee Johnson. Era uma daquelas canções que ninguém esperava encontrar em um disco dos Beatles na época. A sonoridade lembra o som que era mais comum nas décadas de 1930 e 1940, tendo pouco ou nada a ver com a imagem e a sonoridade dos Beatles naquela época. Pode-se inclusive imaginar como as fãs adolescentes dos Beatles se sentiram a ouvir algo tão fora da rota quando compraram o disco. Na parte interna do álbum havia uma grande foto dos Beatles na frente de ídolos da era do cinema mudo americano. Pois bem, isso sim era algo que combinava com "Mr. Moonlight".

Pablo Aluísio. 

The Beatles - Beatles For Sale - Parte 1

The Beatles - Beatles For Sale - Parte 1 
"No Reply" é uma beleza de melodia. Com John Lennon nos vocais principais (em voz dobrada dentro dos estúdios), é um dos melhores momentos desse disco. Não sei exatamente a razão, mas essa canção sempre me levou a ter um sentimento de estar ouvindo uma antiga trilha sonora da era do cinema mudo, onde as trilhas dos filmes eram executados por pianistas dentro das salas de cinema. Tem uma sonoridade de música antiga, do começo do século XX. Poderia estar em uma velha película estrelada por Douglas Fairbanks.

Agora imagine ser um dos roqueiros mais populares do mundo, ser exaltado em todos os lugares por onde passava, com milhares de fãs lhe idolatrando, ter fama e sucesso financeiro e ainda assim escrever uma música chamada "Eu sou um Perdedor" ("I'm a Loser"). Foi justamente isso que John Lennon fez, bem ali na onda da Beatlemania. Era coisa para poucos. Na letra John afirmava várias vezes que era um perdedor e nada daquilo que as pessoas pensavam. John Lennon, sem favor nenhum, foi um dos maiores letristas da história do rock. E para deixar ainda mais sua marca registrada ele também acrescentou sua característica gaita. Lennon em estado puro.

"Rock and Roll Music" foi composta, gravada e lançada originalmente por um dos pais do rock, Chuck Berry. Esse foi um artista único, com uma história que era puro rock ´n´roll. Negro, sempre envolvido com tretas na justiça, onde vivia entrando e saindo da cadeia, era um tipo marginal em sua vida pessoal. Porém como artista seu talento era inegável. Certa vez John Lennon o encontrou pessoalmente em um programa na TV americana durante os anos 70. Sem nem pensar duas vezes se derreteu de elogios na frente dele, o chamando de "meu herói". Realmente, para aquela geração roqueira ele foi mesmo um símbolo, um herói do movimento.

"I'll Follow the Sun" é linda! Simplesmente isso, uma das mais lindas músicas gravadas pelos Beatles. É impressionante como aqueles jovens conseguiam criar algo tão belo no estúdio. O produtor George Martin também acertou muito ao sugerir aos Beatles que eles fizessem arranjos simples e belos, com solos de violão e o baixo de Paul em segundo plano, quase imperceptível. Esse tipo de sonoridade relaxante e romântica iria ressurgir alguns anos depois no clássico "Here Comes The Sun". Tinha o mesmo sentimento, o mesmo feeling.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

The Beatles - Beatles For Sale

The Beatles - Beatles For Sale
John Lennon gostava de brincar dizendo que esse disco poderia ser apelidado de "Beatles Country and Western". A brincadeira tem sua razão de ser. "Beatles For Sale" é um disco um tanto diferenciado dentro da discografia do grupo. Na verdade o álbum foi ideia da gravadora EMI que vendo o fim de ano chegando pensou logo em lançar um novo LP da banda para aproveitar os festejos de fim de ano. O problema é que os Beatles nem tinham material suficiente para completar todo um disco. Eles estavam trabalhando demais, com um show atrás do outro e tinham esgotado todo o material inédito no disco anterior do grupo. Assim a fonte estava seca.

O problema é que George Martin se reuniu com os rapazes e juntos decidiram que sim, era possível gravar algo para ser lançado no natal e ano novo. Meio que na correria o grupo se reuniu e fez um levantamento do que havia á disposição. Havia algumas sobras das trilhas sonoras que não tinham sido utilizados em Help, por exemplo. "Eight Days a Week" era o maior exemplo disso. Entre tantos pedaços de gravações os Beatles ainda poderiam completar canções como "No Reply" e "Baby's in Black" que Paul adorava. No começo das sessões os Beatles ainda não tinham todo o material que precisavam para colocar um álbum de gravações inéditas no mercado, mas isso foi sendo superado com o passar do tempo.

Para tapar o buraco do resto do disco eles escolheram alguns covers que já tinha longo histórico com a banda nos concertos ao vivo durante todos aqueles anos, principalmente nos primeiros anos, nas excursões pela Alemanha. "Rock and Roll Music", por exemplo, fazia parte do repertório dos Beatles desde os tempos pioneiros no Cavern e em Hamburgo. Paul McCartney encaixou a linda "Words of Love" de seu ídolo Buddy Holly e assim o "Beatles For Sale" foi finalmente tomando forma. John Lennon também resgatou um velho tema que ele não havia trazido antes para os estúdios por um certo receio. "I'm a Loser" era autoral demais. A letra em primeira pessoa trazia o pensamento mais íntimo de Lennon. Ele nunca havia gravado antes com os Beatles algo assim tão honesto e verdadeiro. Como as músicas dos Beatles até aquele momento eram canções pop de amor com letras mais genéricas, Lennon tinha um certo temor de jogar algo tão pessoal assim no trabalho da banda. Paul adorou a canção desde a primeira audição e dessa forma ela foi incluída. Essa gravação acabou virando um marco pois Lennon adorou a experiência e a partir daí iria escrever canções cada vez mais pessoais, em primeira pessoa, expondo sem máscaras aquilo que pensava. Era uma evolução em relação aos primeiros discos, onde o tema geralmente girava em torno de romances adolescentes.

"Beatles For Sale" chegou nas lojas em dezembro de 1964, tal como a EMI tanto queria. Desnecessário dizer que foi outro pico de sucesso dos Beatles. Os rostos na capa mostravam quatro jovens com semblantes cansados. Não é para menos, as turnês sem fim tinham finalmente cobrado seu preço. O disco também não tem mais aquele pique todo que sempre caracterizou os primeiros trabalhos da banda. De qualquer modo é um disco dos Beatles em sua fase ié, ié, ié de excelente nível. Eles estavam deixando esse estilo em breve, mas o álbum em si ainda tinha grande qualidade artística. Definitivamente se há uma conclusão de tudo isso é a de que eles poderiam ser tudo, menos "losers" (perdedores) como pregava Lennon em sua imortal canção.

Beatles For Sale (1964)
No Reply
I'm a Loser
Baby's in Black
Rock and Roll Music
I'll Follow the Sun  
Mr. Moonlight  
Kansas City/Hey-Hey-Hey-Hey!
Eight Days a Week
Words of Love
Honey Don't
Every Little Thing
I Don't Want to Spoil the Party
What You're Doing
Everybody's Trying to Be My Baby 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Roy Orbison - At the Rock House

Roy Orbison - At the Rock House
O primeiro álbum lançado por Roy Orbison foi At the Rock House, lançado em 1961 pela Sun Records. O disco reúne gravações feitas por Orbison ainda no final da década de 1950, durante sua passagem pela lendária gravadora de Sam Phillips, responsável também por lançar artistas como Elvis Presley, Johnny Cash e Jerry Lee Lewis. Nesse período inicial de carreira, Roy Orbison ainda estava fortemente ligado ao rockabilly e ao rock and roll tradicional do sul dos Estados Unidos, antes de desenvolver o estilo dramático e operístico que o tornaria mundialmente famoso anos depois. O álbum apresenta um artista jovem tentando encontrar sua identidade musical dentro de um cenário dominado pelo rock explosivo da época. Mesmo assim, já é possível perceber elementos que mais tarde definiriam sua carreira, especialmente o alcance emocional de sua voz e a intensidade melódica de suas interpretações. As gravações possuem produção simples, típica da Sun Records naquele período, mas carregam uma energia espontânea muito característica do nascimento do rock americano.

A recepção crítica ao álbum na época foi relativamente discreta, principalmente porque Roy Orbison ainda não havia alcançado o estrelato internacional que viria poucos anos depois com sucessos como Only the Lonely e Crying. No entanto, análises retrospectivas publicadas por veículos como a Rolling Stone frequentemente destacam At the Rock House como um documento importante das origens artísticas de Orbison. O The New York Times também ressaltou em revisões históricas a maneira como o cantor evoluiu de um intérprete de rockabilly tradicional para um dos artistas mais sofisticados emocionalmente da música pop. Comercialmente, o álbum teve alcance limitado em comparação aos trabalhos posteriores lançados pela Monument Records, mas serviu como ponto de partida para a construção de sua carreira. A experiência adquirida na Sun Records foi fundamental para o amadurecimento artístico de Orbison, especialmente em relação à composição e presença vocal. O disco também representa um momento importante da história do rockabilly, gênero que ajudou a moldar toda a música popular americana do final dos anos 1950.

Com o passar do tempo, At the Rock House ganhou enorme valor histórico e passou a ser apreciado principalmente por fãs e estudiosos do rock clássico. O álbum mostra um Roy Orbison ainda em formação, mas já dotado de um talento vocal muito acima da média e de uma sensibilidade interpretativa incomum para artistas tão jovens. Sua evolução posterior transformaria-o em uma das vozes mais influentes e emocionais da história da música popular. Artistas como The Beatles, Bruce Springsteen e Chris Isaak frequentemente citaram Orbison como grande influência artística. Atualmente, o álbum é visto como um retrato fascinante das raízes musicais de um cantor que mais tarde revolucionaria as baladas românticas do rock. Além disso, ele preserva o espírito cru e espontâneo da Sun Records, gravadora essencial para o nascimento do rock and roll moderno. Seu legado permanece importante tanto para fãs de Roy Orbison quanto para admiradores da história inicial do rock americano.

Roy Orbison - At the Rock House (1961)
This Kind of Love
Devil Doll
You’re My Baby
Trying to Get to You
It’s Too Late
Rock House
Mean Little Mama
Ooby Dooby
Problem Child
Go! Go! Go!
Chicken Hearted
I Like Love

Erick Steve. 

The Jackson 5 - Diana Ross Presents The Jackson 5

The Jackson 5 - Diana Ross Presents The Jackson 5
O primeiro álbum do grupo The Jackson 5 foi Diana Ross Presents The Jackson 5, lançado em dezembro de 1969 pela lendária Motown Records. O disco marcou o surgimento de um dos grupos mais importantes da história da música pop e soul americana, além de apresentar ao mundo o talento extraordinário do jovem Michael Jackson, então com apenas 11 anos de idade. Produzido pela equipe de compositores e produtores conhecida como The Corporation, criada especialmente pela Motown para desenvolver o grupo, o álbum mistura soul, pop e rhythm and blues com uma energia juvenil extremamente contagiante. A participação de Diana Ross no lançamento fazia parte de uma estratégia da gravadora para impulsionar a popularidade do grupo, associando-os a uma das maiores estrelas da Motown naquele período. O álbum apresentou harmonias vibrantes, arranjos sofisticados e uma performance vocal impressionante de Michael Jackson, cuja presença carismática imediatamente chamou atenção do público. Faixas como I Want You Back ajudaram a transformar o grupo em um fenômeno instantâneo, redefinindo o pop juvenil no final dos anos 1960.

A recepção crítica ao álbum foi extremamente positiva, especialmente pela energia e maturidade musical demonstradas pelo grupo apesar da pouca idade de seus integrantes. Décadas depois, publicações como a Rolling Stone passaram a considerar o disco um dos lançamentos mais importantes da história da Motown. O The New York Times também destacou em retrospectivas o impacto cultural causado pelo surgimento dos Jackson 5, especialmente por conseguirem unir públicos de diferentes gerações e origens raciais em um momento socialmente delicado nos Estados Unidos. Comercialmente, o álbum foi um enorme sucesso, impulsionado principalmente pelo single “I Want You Back”, que alcançou o primeiro lugar da Billboard e iniciou uma sequência histórica de sucessos do grupo. O disco consolidou a Motown como uma potência da música pop mundial e transformou os Jackson 5 em estrelas internacionais praticamente da noite para o dia. O sucesso do álbum também abriu caminho para uma nova era de grupos familiares e artistas adolescentes dentro da indústria musical americana.

Com o passar das décadas, Diana Ross Presents The Jackson 5 passou a ser reconhecido como um dos álbuns fundamentais da música pop e soul do século XX. O disco não apenas lançou a carreira dos Jackson 5, mas também marcou o início da trajetória de Michael Jackson rumo ao estrelato mundial. Sua mistura de soul sofisticado, pop acessível e performances vocais emocionantes influenciou profundamente artistas e grupos das décadas seguintes. A energia contagiante do álbum continua sendo admirada até hoje, especialmente pela naturalidade e talento demonstrados por Michael ainda criança. Além do impacto musical, o disco também possui grande relevância cultural por representar um momento de transformação na música negra americana, ampliando o alcance do soul para públicos globais. Atualmente, o álbum permanece como um clássico da Motown e um documento essencial para compreender a evolução da música pop moderna. Seu legado continua vivo tanto entre fãs de soul clássico quanto entre admiradores da carreira histórica da família Jackson.

The Jackson 5 - Diana Ross Presents The Jackson 5 (1969)
Zip-a-Dee-Doo-Dah
Nobody
I Want You Back
Can You Remember
Standing in the Shadows of Love
You’ve Changed
My Cherie Amour
Who’s Lovin’ You
Chained
(I Know) I’m Losing You
Stand!

Christian De Bella. 

Ray Charles - Ray Charles (1957)

Ray Charles – Ray Charles (1957)
O primeiro álbum lançado por Ray Charles foi Ray Charles, lançado em 1957 pela Atlantic Records. O disco surgiu em um momento decisivo da música popular norte-americana, quando rhythm and blues, jazz e gospel começavam a se fundir de maneira mais intensa, criando as bases do que posteriormente seria conhecido como soul music. Ray Charles já vinha chamando atenção por seus singles inovadores ao longo da primeira metade da década de 1950, mas este álbum consolidou definitivamente sua identidade artística. O trabalho apresenta um cantor, pianista e compositor extremamente versátil, capaz de unir emoção gospel, sofisticação jazzística e energia do rhythm and blues em uma linguagem completamente nova para a época. A voz intensa e carregada de sentimento de Ray Charles tornou-se rapidamente reconhecível, enquanto seu piano apresentava influências claras de jazz e boogie-woogie. O álbum também ajudou a estabelecer a reputação da Atlantic Records como uma das gravadoras mais importantes da música negra americana durante os anos 1950. Mesmo sendo um disco montado em grande parte a partir de singles já lançados anteriormente, ele funciona como um retrato poderoso do nascimento artístico de um dos músicos mais influentes do século XX.

A recepção crítica ao álbum foi bastante positiva, especialmente entre jornalistas especializados em rhythm and blues e jazz. Embora revistas modernas como a Rolling Stone ainda não existissem naquele período, análises retrospectivas frequentemente apontam este trabalho como um dos registros fundamentais para a evolução da soul music. O The New York Times destacou em revisões históricas a capacidade de Ray Charles de unir emoção crua e sofisticação musical de forma revolucionária. Faixas como I Got a Woman e Drown in My Own Tears ajudaram a transformar o cantor em uma figura central da música americana, especialmente por introduzirem elementos religiosos em canções seculares, algo considerado ousado naquele contexto cultural. Comercialmente, o álbum teve desempenho muito sólido para um artista de rhythm and blues nos anos 1950 e ampliou significativamente o público de Ray Charles. O sucesso do disco também abriu caminho para sua ascensão definitiva nos anos seguintes, quando passaria a dominar tanto o mercado pop quanto o R&B. Sua mistura inovadora de estilos acabaria influenciando profundamente praticamente toda a música popular produzida nas décadas seguintes.

Com o passar dos anos, Ray Charles passou a ser reconhecido como um dos álbuns mais importantes da história da música americana. O disco ajudou a estabelecer as bases da soul music moderna e redefiniu o papel emocional do cantor popular dentro do rhythm and blues. A influência de Ray Charles sobre artistas como Aretha Franklin, Stevie Wonder, Otis Redding e Elvis Presley é amplamente reconhecida por críticos e músicos. Sua habilidade em atravessar barreiras raciais e musicais transformou-o em uma figura revolucionária dentro da indústria fonográfica americana. Hoje, o álbum é considerado um documento histórico essencial para compreender o nascimento da soul music e a evolução da música popular do pós-guerra. Mesmo décadas após seu lançamento, suas gravações continuam soando emocionalmente intensas e artisticamente inovadoras. O legado do disco permanece extremamente vivo, reafirmando Ray Charles como um dos maiores intérpretes e inovadores da história da música mundial.

Ray Charles – Ray Charles (1957)
Ain’t That Love
Drown in My Own Tears
Come Back Baby
Sinner’s Prayer
Funny (But I Still Love You)
Losing Hand
A Fool for You
Hallelujah I Love Her So
Mess Around
This Little Girl of Mine
Mary Ann
Greenbacks
Don’t You Know
I Got a Woman

Erick Steve. 

The Platters - The Platters (1956)

The Platters - The Platters (1956)
O primeiro álbum oficial do grupo vocal norte-americano The Platters foi The Platters, lançado em 1956 pela Mercury Records. O disco surgiu em um momento em que o grupo já começava a dominar as paradas americanas com uma combinação extremamente sofisticada de rhythm and blues, doo-wop e pop vocal. Liderados pela voz elegante de Tony Williams, os Platters conseguiram criar um estilo mais refinado e romântico do que muitos grupos vocais da época, aproximando o rock inicial do público adulto sem perder a conexão com os jovens ouvintes dos anos 1950. O álbum reúne algumas das características que transformariam o grupo em um fenômeno internacional: harmonias suaves, arranjos orquestrais delicados e interpretações emocionalmente intensas. O trabalho foi fortemente impulsionado pelo sucesso de canções como My Prayer e The Great Pretender, que ajudaram a estabelecer os Platters como um dos grupos mais populares da década. Em um período em que o formato LP ainda estava se consolidando no mercado americano, o disco demonstrava que a música vocal negra poderia alcançar enorme sucesso comercial junto ao público mainstream.

A recepção crítica ao álbum foi bastante positiva para os padrões da época, especialmente entre jornalistas especializados em música popular e rádio. Décadas mais tarde, publicações como a Rolling Stone passaram a reconhecer os Platters como um dos grupos fundamentais da história do rock and roll e do doo-wop. O The New York Times também destacou em retrospectivas a capacidade do grupo de unir sofisticação melódica e forte apelo comercial, algo relativamente raro naquele período. Comercialmente, The Platters foi um enorme sucesso e ajudou o grupo a se tornar uma das primeiras formações vocais negras a alcançar popularidade massiva tanto nas paradas de R&B quanto nas listas pop dos Estados Unidos. O álbum também consolidou o trabalho do empresário e compositor Buck Ram, figura essencial na construção da identidade artística do grupo. A sonoridade romântica e elegante do disco acabou influenciando inúmeras formações vocais posteriores, tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido, especialmente durante o surgimento da chamada British Invasion nos anos 1960.

Com o passar das décadas, The Platters transformou-se em um dos registros mais importantes da música vocal americana dos anos 1950. O álbum representa um momento crucial na evolução do rock and roll, quando o gênero começou a incorporar arranjos mais sofisticados e uma abordagem vocal mais polida. A influência do grupo pode ser percebida em artistas e bandas como The Beatles, The Beach Boys e diversos conjuntos de soul e R&B das décadas seguintes. Além da qualidade musical, o disco possui enorme relevância histórica por ajudar a quebrar barreiras raciais em uma indústria ainda profundamente segregada. Os Platters conseguiram conquistar públicos de diferentes origens em um período socialmente complexo nos Estados Unidos, tornando-se um dos grupos mais universais da era do rock clássico. Atualmente, o álbum continua sendo celebrado como uma obra fundamental do doo-wop e da música romântica americana, preservando um charme atemporal que ainda emociona ouvintes em todo o mundo. Muitas de suas gravações permanecem presentes em filmes, séries e coletâneas dedicadas aos anos 1950, reforçando a permanência de seu legado cultural e musical.

The Platters – The Platters (1956)
My Prayer
Why Should I?
Remember When
Bewitched, Bothered and Bewildered
I Wanna
I'm Sorry
Have Mercy
Someone to Watch Over Me
At Your Beck and Call
On My Word of Honor
Heaven on Earth
The Glory of Love

Erick Steve. 

Bill Haley And His Comets - Haley's Juke Box

Bill Haley And His Comets - Haley's Juke Box
No finalzinho da década de 1950 Bill Haley brigou com os executivos da gravadora Decca. Ele reclamava de que ganhava muito pouco no contrato que tinha com a gravadora. E ganhava pouco mesmo. Para se ter uma ideia ele levava apenas 1 por cento do preço das vendas de capas de seus discos, logo aqueles que seriam os maiores sucessos de sua carreira. Não dava mais para continuar no selo. Após muitas brigas, inclusive pela imprensa, o bom e velho Haley foi embora da Decda batendo a porta. Ele foi para Los Angeles e assinou com a Warner Records, a gravadora do famoso estúdio de cinema. O novo contrato prometia muito sucesso e o próprio Bill Haley tinha esperanças nesse sentido.

Esse foi o seu primeiro disco nessa nova gravadora. Infelizmente as coisas não foram tão bem quanto ele esperava. A Warner se envolveu demais na escolha das músicas e na produção dos arranjos. Bill Haley se viu amordaçado, sem controle artístico do álbum. Ele logo percebeu que também não ria dar muito certo na Warner. Para piorar estava começando uma batalha judicial pelo controle de suas músicas contra a Decca que iria durar anos e anos. O Bill Haley estava esgotado emocionalmente e o resultado não saiu bom. O disco não fez sucesso e acabou sendo uma decepção nas lojas de discos, não vendendo muitas cópias. Pois é, os anos de sucesso e glória pareciam coisa do passado. 

Bill Haley And His Comets - Haley's Juke Box (1960)
Singing The Blues
Candy Kisses
No Letter Today
This Is The Thanks I Get
Bouquet Of Roses
There's A New Moon Over My Shoulder
Cold, Cold Heart
The Wild Side Of Life
Any Time
Afraid
I Don't Hurt Anymore
Detour

Pablo Aluísio.