sexta-feira, 6 de março de 2026

Madonna - True Blue

Madonna - True Blue
Não faz muito tempo vi uma entrevista da Madonna falando mal de seus primeiros discos, definindo eles como algo "pré-histórico", primitivo e que atualmente ela se sentia muito mais confiante em seu trabalho. Não seja tão pretensiosa querida Madonna. Em relação ao seu trabalho eu gosto de compará-lo com os primeiros discos dos Beach Boys. Quando eram despretensiosos (e tinha um ar de adolescentes assumidos) eram muito mais divertidos. Depois que passou a se considerar uma espécie de "Mozart de saias" ficou chata até dizer chega. O pop só sobrevive se for bem descartável mesmo, tipo um chiclete que você compra na esquina. Nos tempos de "True Blue" Madonna era bem isso - provavelmente por isso fez tanto sucesso na época! "Papa Don't Preach" que abre o disco tinha justamente esse sabor de "desabafo adolescente". A letra é uma afirmação de independência de uma adolescente ao seu pai. Nada mais adequado já que a público da Madonna nos anos 80 era formado por garotas de 16 anos. Nada de muito anormal. O problema é que nem todas as garotinhas que resolveram fugir com seus namorados para terem suas próprias famílias se deram tão bem na vida. De qualquer forma essa é uma canção pop teen. O ritmo é muito bom e nostálgico. Bons tempos - você pensará!

Desse disco a minha canção preferida é a que dá título ao álbum. "True Blue" parece uma melodia saída de algum compacto de Buddy Holly. Uma delícia. O clipe serviu para que Madonna adotasse um visual a la Marilyn Monroe, algo que sempre achei muito adequado. Ambas inclusive tinham mais em comum do que muitos pensavam. Também sempre considerei a imagem de Madonna dançando como uma pin-up dos anos 50 um verdadeiro ícone da música e do nascimento dos videoclips. A letra é bobinha, para não fundir a cabecinha das fãs, mas tudo bem. Esse é um daqueles pops que ficaram para sempre na cabeça de quem viveu os anos 80. O disco também é cheio de bobagens que não sobreviveram ao tempo. "White Head" é um desses momentos absurdamente datados. Cheio de sintetizadores, com uma parte falada - como se um filme estivesse sendo exibido ao fundo - a canção é um exemplo de como o tempo arrasa certas canções quando elas adotam instrumentos e efeitos sonoros que com o tempo ficam completamente ultrapassados e fora de moda. "Love Makes the World Go Round" também ficou velha, mas seu ritmo latino a salvou da mediocridade total. Vale pelo refrão bem alto astral. Madonna, que nunca foi boba, sabia como levantar uma pista de dança.

Madonna - True Blue (1986)
Papa Don't Preach / Open Your Heart / White Heat / Live to Tell / Where's the Party / True Blue / La Isla Bonita / Jimmy Jimmy / Love Makes the World Go Round.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 3 de março de 2026

Michael Jackson - Bad

Michael Jackson - Bad 
Esse álbum realmente tinha uma tarefa impossível de cumprir, a de superar o sucesso e as vendas do disco anterior de Michael Jackson, "Thriller", até hoje o LP mais vendido de todos os tempos. Claro que jamais iria alcançar aquele tipo de êxito comercial mas a indústria fonográfica tinha esperanças que aquilo ainda era possível de se repetir. No final das contas não deu. Na verdade "Bad" vendeu pouco mais da metade das cópias de "Thriller". Além disso não conseguiu a façanha de transformar praticamente todas as suas faixas em hits, como havia acontecido no disco anterior. Mesmo assim vendeu horrores, ganhando 20 discos de platina por suas vendas. Também consolidou Michael Jackson como o maior astro da música de seu tempo.

Infelizmente aspectos bizarros de sua vida pessoal começaram também a pipocar nos jornais por essa época, isso foi ruim pois ofuscou o lado artístico de Jackson, dando margem ao aspecto mais sensacionalista de sua vida. Revisando "Bad" nos dias de hoje chegamos na conclusão que a boa sonoridade ainda resiste, embora algumas faixas tenham perdido relevância com o tempo justamente por terem se rendido em demasia aos padrões meramente comerciais dos anos 80. / Estúdio Selo: CBS / Produção: Michael Jackson, Quincy Jones / Formato Original: Vinil  / Músicos: Michael Jackson, Steve Wonder, Eric Gale, Maxi Anderson, David Williams entre outros.

Michael Jackson - Bad (1987)
Bad / The Way You Make Me Feel / Speed Demon / Liberian Girl / Just Good Friends / Another Part of Me / Man in the Mirror / I Just Can't Stop Loving You / Dirty Diana / Smooth Criminal / Leave Me Alone.   

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Ringo Starr - Sentimental Journey

Ringo Starr - Sentimental Journey - Certa vez uma jornalista perguntou a John Lennon se ele achava que Ringo era o melhor baterista do mundo! John pensou um pouco e disparou: "Ele não é nem o melhor baterista dos Beatles!". Todos riram. Penso que o único que não riu de verdade foi o próprio Ringo. Por anos e anos ele sempre foi subestimado. Era sempre visto como o baterista mais sortudo do mundo por fazer parte do grupo mais famoso da história do rock e nada mais. Isso porém não conseguiu abalar sua bem humorada personalidade. Hoje em dia o Ringo pode até parecer meio ranzinza e mal humorado (como quando pediu aos fãs dos Beatles que parassem de lhe enviar cartas pois a Beatlemania já havia acabado há mais de cinquenta anos), mas a verdade é que quando jovem ele realmente tinha um bom humor à toda prova, o que sempre lhe valeu a alcunha de ser o alívio cômico dentro do grupo (enquanto os outros tentavam se matar dentro do estúdio ele mantinha a calma, procurando manter um clima ao menos respirável dentro da banda). Quando isso não foi mais possível e os Beatles explodiram ele, como os demais, também partiu para uma carreira solo. "Sentimental Journey", lançado em março de 1970, foi sua primeira tentativa de seguir por esse caminho.

Um disco solo de Ringo Starr tinha que superar dois grandes problemas: O primeiro é que ele nunca foi um compositor consolidado enquanto fez parte dos Beatles. De fato Ringo nunca conseguiu se sobressair no meio de todos aqueles gênios. Ele sabia disso e para falar a verdade nunca tentou. Ao contrário de George Harrison, que com muito esforço conseguiu colocar a cabeça por um breve momento em um ponto pouco acima da genialidade de Lennon e McCartney, Ringo nunca se destacou. O segundo problema para Ringo era mais complicado: ele também nunca foi um bom cantor. Então como segurar as pontas em um disco todo cantado por alguém que nunca foi considerado um bom cantor? Ele certamente não iria passar todo o seu disco solo tocando bateria. Para piorar ele também não era arranjador e nem produtor. Para superar tantos problemas Ringo apelou para seus amigos. Assim Paul McCartney, Quincy Jones, Les Reed, George Martin e até Maurice Gibb (do Bee Gees) ajudaram o Ringão nesse projeto. As canções foram escolhidas pelo próprio Ringo e para não errar ele escolheu apenas a nata, como Cole Porter, Johnny Mercer e Les Brown. O resultado é bom, interessante, mas também nada brilhante. No fundo tudo não passa de um esforço honesto por parte de Ringo em sobreviver musicalmente.

Ringo Starr - Sentimental Journey (1970)
1. Sentimental Journey
2. Night and Day
3. Whispering Grass (Don't Tell the Trees)
4. Bye Bye Blackbird
5. I'm a Fool to Care
6. Stardust
7. Blue, Turning Grey Over You
8. Love Is a Many Splendoured Thing
9. Dream
10. You Always Hurt the One You Love
11. Have I Told You Lately That I Love You?
12. Let the Rest of the World Go By

Pablo Aluísio.

Queen - News of the World

Recentemente a EMI Odeon lançou uma edição comemorativa dos 40 anos do lançamento original do álbum clássico do Queen "News of the World". Dentro de um box muito caprichado o fã da banda inglesa encontra o disco de vinil que foi lançado na época, um álbum especial com muitas fotos e informações, posters, letras, pequenos brindes e os CDs, trazendo as músicas oficiais e vários takes alternativos. Um lançamento para fã nenhum colocar defeito. Um produto de resgate histórico realmente primoroso. Esse álbum pode ser considerado o primeiro disco realmente popular do grupo. Antes dele o Queen obviamente já era bem conhecido pelos fãs de rock, mas foi esse "News of the World" que o efetivamente colocou na seleta lista das maiores bandas de rock do mundo. O sucesso do disco inclusive fez com que o Queen fosse para os Estados Unidos para sua primeira grande turnê internacional.

E como convém a um disco com tantos títulos importantes a ostentar, esse também não poderia abrir sem um grande clássico do Queen. É a tal coisa, se você nunca ouviu "We Will Rock You" em sua vida provavelmente você não viveu no Planeta Terra nesses últimos quarenta anos. Até hoje a canção é onipresente, seja em estádios de futebol (na Inglaterra ela é ouvida em praticamente toda partida) até em peças publicitárias. Provavelmente seja uma das cinco músicas mais conhecidas da discografia do Queen. Impossível não reconhecer nos primeiros acordes. O que mais me causa admiração nessa faixa composta por Brian May é que ela inverte a ordem natural das coisas em uma música. Geralmente as músicas possuem uma introdução, duas ou três partes e o refrão, que é usado para grudar na mente do ouvinte. Com "We Will Rock You" isso não acontece. A música é praticamente um refrão que se repete e repete até o fim. Bom, funcionou e virou um clássico absoluto. Então provou que seu autor estava mais do que certo.

"We Are The Champions" é o outro grande sucesso desse álbum. Uma composição muito inspirada de Freddie Mercury, que diga-se de passagem sempre foi muito subestimado como compositor. Muitos louvam sua excelente performance de palco, suas apresentações memoráveis e também sua ótima capacidade vocal, já que é consenso em todos que ele foi um grande cantor. Porém quando se trata do Mercury escritor de boas músicas, isso é meio deixado de lado. Bom, qualquer um que escrevesse um hino como essa faixa seria plenamente reconhecido. Com Mercury nem sempre isso aconteceu. A música virou outro clássico esportivo, vamos colocar nesses termos. Sempre quando há premiações (principalmente no futebol europeu) o sistema de som dos grandes estádios não perdem a oportunidade de tocar esse grande sucesso do Queen. A música aliás se tornou muito maior do que o próprio disco que a lançou. A denominação hino é muito mais adequada para ela. Não é apenas um sucesso, mas sim um hino moderno, sempre relembrado e tocado em inúmeras ocasiões Absolutamente inesquecível.

Depois de duas faixas tão fortes e marcantes, o disco cai um pouco com "Sheer Heart Attack". Essa é uma composição de Roger Taylor. Apesar do ritmo acelerado e das boas guitarras ao fundo marcando toda a faixa, a música tem uma letra muito fraca e ruinzinha. Nem os arranjos salvam a canção de um incômodo sentimento de que tudo ficou datado e em certos aspectos quase ridículo. A parte vocal também não ajuda muito. Assim não tenho outra opinião. Essa é realmente a primeira canção fraca do disco.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Rod Stewart - An Old Raincoat Won’t Ever Let You Down

Rod Stewart - An Old Raincoat Won’t Ever Let You Down - O primeiro álbum solo de Rod Stewart, An Old Raincoat Won’t Ever Let You Down, foi lançado em novembro de 1969 no Reino Unido (nos EUA saiu como The Rod Stewart Album). O disco surge num momento em que Stewart dividia atenções com o Jeff Beck Group e, pouco depois, com o Faces, mas já deixava claro que sua identidade artística era singular. Misturando folk, blues, rock e uma sensibilidade quase boêmia, o álbum apresenta um artista ainda cru, porém extremamente carismático, apoiado em sua voz rouca e emotiva, que se tornaria sua marca registrada.

Musicalmente, o trabalho equilibra composições próprias e releituras, com arranjos que valorizam instrumentos acústicos, mandolim, guitarras elétricas discretas e climas introspectivos. A atmosfera é intimista, às vezes melancólica, refletindo influências do folk britânico e do rock americano de raiz. A interpretação de Stewart carrega vulnerabilidade e intensidade, revelando um cantor mais interessado na emoção do que na técnica formal. Embora não tenha sido um grande sucesso comercial imediato, o álbum foi bem recebido pela crítica e hoje é reconhecido como um início sólido de uma das carreiras mais duradouras do rock.

Rod Stewart - An Old Raincoat Won’t Ever Let You Down (1969)
Street Fighting Man
Man of Constant Sorrow
Blind Prayer
Handbags and Gladrags
An Old Raincoat Won’t Ever Let You Down
I Wouldn’t Ever Change a Thing
Cindy’s Lament
Dirty Old Town

Erick Steve. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Eagles - Eagles (1972)

Eagles - Eagles (1972) 
O primeiro álbum do grupo Eagles, intitulado Eagles, foi lançado em junho de 1972 e marcou o início de uma das trajetórias mais bem-sucedidas da história do rock norte-americano. Produzido por Glyn Johns e lançado pelo selo Asylum Records, o disco apresenta a formação clássica inicial com Glenn Frey, Don Henley, Bernie Leadon e Randy Meisner. Desde o começo, a banda revelou uma sonoridade elegante que misturava country, folk e rock, ajudando a consolidar o chamado country rock californiano. O clima ensolarado e levemente melancólico das canções capturava perfeitamente o espírito da Costa Oeste no início da década de 1970.

Musicalmente, o álbum combina harmonias vocais refinadas com arranjos simples, mas extremamente eficazes. Canções como “Take It Easy” e “Witchy Woman” rapidamente se tornaram sucessos nas rádios, projetando o grupo nacionalmente. A escrita colaborativa entre Glenn Frey e Don Henley já demonstrava maturidade e forte senso melódico, enquanto Bernie Leadon acrescentava texturas com guitarra e influências do country tradicional. O disco alcançou boa posição nas paradas e estabeleceu as bases para a ascensão meteórica que culminaria em álbuns posteriores como Desperado e Hotel California. Mais do que um início promissor, Eagles é a fundação de um estilo que definiria o som do rock americano dos anos 1970.

Eagles - Eagles (1972)
Take It Easy
Witchy Woman
Chug All Night
Most of Us Are Sad
Nightingale
Train Leaves Here This Morning
Take the Devil
Earlybird
Peaceful Easy Feeling
Tryin’

Erick Steve. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Pink Floyd - A Saucerful of Secrets

Pink Floyd - A Saucerful of Secrets
O fundador e criador do grupo Syd Barrett usou tantas drogas que embarcou numa viagem sem retorno. Com sua saída os demais membros do Pink Floyd ficaram meio perdidos, sem saber para onde iriam. Esse foi o segundo álbum do Floyd e o primeiro sem Barrett, imerso em sua própria loucura. Uma das boas decisões que o novo líder do Floyd Roger Waters tomou foi trazer o guitarrista David Gilmour para as gravações do disco. Além de músico extremamente talentoso, um dos maiores guitarristas da história do rock, ele também ajudou muito na composição e arranjo de novas músicas para o disco. Era sem dúvida o músico certo naquele momento mais do que complicado do Pink Floyd. Afinal eles corriam o risco até mesmo de serem demitidos pela direção da gravadora EMI. 

O mais curioso é que o grupo pensou seriamente em se tornar uma banda especializada em temas incidentais para trilhas sonoras de filmes. Pois é, com a saída de Barrett eles ficaram inseguros sobre o futuro, achavam que o Pink Floyd estava com os dias contados. Uma saída para sobrevivência seria tocar e compor músicas para filmes. O destino porém iria levar eles para outra direção, bem mais promissora e de sucesso. Em relação ao resultado final desse disco o considero bom. Não é uma obra-prima do grupo e tem seus deslizes, mas serviu para manter o Pink Floyd vivo, planejando um futuro. Eles ainda não tinham encontrado o caminho certo, mas já estavam indo em uma boa direção. 

Pink Floyd - A Saucerful of Secrets (1968)
Let There Be More Light
Remember a Day
Set the Controls for the Heart of the Sun
Corporal Clegg
A Saucerful of Secrets
See-Saw
Jugband Blues

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

George Harrison - Living in the Material World

George Harrison - Living in the Material World
Depois do fim dos Beatles, George lançou um ótimo álbum triplo chamado "All Things Must Pass". Sucesso de público e crítica, esse disco foi mesmo uma explosão de criatividade para ele, com muitas músicas que tinham sido compostas na época dos Beatles, mas que não tinham encontrado espaço na discografia do famoso grupo. Então quando os Beatles acabaram, George deu início em sua carreira solo. Esse foi o seu segundo disco. Curiosamente ele levaria três anos sem lançar algo de novo no mercado. Parecia exausto depois dos Beatles e do lançamento de seu primeiro álbum solo nessa nova fase. 

Esse "Living in the Material World" trazia muitas letras de natureza espiritualista. O próprio nome do disco, "Vivendo no Mundo Material" dava pistas sobre isso. George nunca perdeu seu fascínio pelas religiões orientais e sua filosofia. Por essa razão quando se viu livre do controle de Paul e John, ele passou a desenvolver melhor seu trabalho como letrista, trazendo aspirações e pensamentos bem pessoais. E talvez esse excesso de religiosidade também tenha atrapalhado as vendas desse segundo disco. As pessoas em geral não tinham mais muito interesse nesse tipo de material. Muitos achavam coisa de hippie velho! No final das contas esse repertório não fez sucesso. Até mesmo a música mais trabalhada pela gravadora,  "Give Me Love (Give Me Peace on Earth)", teve pouca repercussão nas rádios. Assim George acabou experimentando o primeiro disco mal sucedido em vendas de sua carreira. 

George Harrison - Living in the Material World (1973)
Give Me Love (Give Me Peace on Earth)
Sue Me, Sue You Blues
The Light That Has Lighted the World
Don't Let Me Wait Too Long
Who Can See It
Living in the Material World
The Lord Loves the One (That Loves the Lord)
Be Here Now
Try Some, Buy Some"
The Day the World Gets 'Round
That Is All

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

George Harrison - Discografia Solo

George Harrison - Discografia Solo
Wonderwall Music (1968) 
Electronic Sound (1969) 
All Things Must Pass (1970)
Living in the Material World (1973)
Dark Horse (1974) 
Extra Texture (Read All About It) (1975) 
Thirty Three & 1/3 (1976) 
George Harrison (1979) 
Somewhere in England (1981)
Gone Troppo (1982)
Cloud Nine (1987) 
Brainwashed (2002) 

Álbuns ao vivo:
The Concert for Bangladesh (1971)

Coletâneas: 
The Best of George Harrison (1976)
Best of Dark Horse 1976–1989 (1989)
Let It Roll: Songs by George Harrison (2009)
Early Takes: Volume 1 (2012)

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Creedence Clearwater Revival (1968)

Creedence Clearwater Revival (1968)
O primeiro álbum do Creedence Clearwater Revival, intitulado Creedence Clearwater Revival, foi lançado em maio de 1968 e marca a introdução oficial de uma das bandas mais importantes do rock norte-americano do final dos anos 1960. Liderado por John Fogerty, o grupo apresenta desde o início uma identidade sonora muito definida, combinando rock and roll, blues, country e swamp rock em uma mistura crua, direta e profundamente enraizada na tradição musical dos Estados Unidos. Diferente de muitas bandas psicodélicas da época, o Creedence opta por uma abordagem mais simples e terrena, com arranjos enxutos, riffs marcantes e forte presença rítmica. A voz áspera e expressiva de Fogerty já surge como elemento central, dando às canções um caráter intenso e autêntico que rapidamente chamaria a atenção do público.

Embora ainda apresente forte influência de releituras e versões, o álbum já demonstra o talento composicional que definiria o sucesso posterior da banda. A sonoridade compacta, guiada pela guitarra de Fogerty, pelo baixo sólido de Stu Cook, pela bateria firme de Doug Clifford e pela participação de Tom Fogerty na guitarra rítmica, cria um conjunto coeso e energético. O disco não foi um grande sucesso imediato, mas estabeleceu as bases para a sequência impressionante de álbuns lançados pelo grupo entre 1969 e 1970. Com sua atmosfera sombria, pulsante e profundamente americana, Creedence Clearwater Revival funciona como ponto de partida para uma das trajetórias mais consistentes do rock clássico.

Creedence Clearwater Revival (1968):
I Put a Spell on You
The Working Man
Suzie Q
Ninety-Nine and a Half (Won’t Do)
Get Down Woman
Porterville
Gloomy
Walk on the Water

Erick Steve.