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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Dean Martin – Dean Martin Sings

Dean Martin – Dean Martin Sings
O primeiro álbum lançado por Dean Martin foi Dean Martin Sings, lançado em 1953 pela Capitol Records. O disco surgiu em um momento importante da carreira do cantor, quando ele começava a consolidar sua identidade artística fora da famosa parceria com Jerry Lewis, com quem dominava o cinema e os palcos americanos no início da década de 1950. O álbum apresentou ao público um Dean Martin mais sofisticado e romântico, apostando em interpretações suaves e descontraídas que se tornariam sua marca registrada ao longo das décadas seguintes. Musicalmente, o trabalho está profundamente ligado ao tradicional pop americano e ao estilo “crooner”, gênero que vivia enorme popularidade na época graças a artistas como Frank Sinatra e Perry Como. A voz calorosa e aparentemente casual de Martin dava às canções uma atmosfera elegante e intimista, característica que ajudaria a diferenciá-lo de muitos contemporâneos. Mesmo em suas primeiras gravações, já era perceptível seu talento natural para interpretar baladas românticas e standards do cancioneiro americano.

A recepção crítica ao álbum foi positiva dentro do contexto musical da época, especialmente entre jornalistas especializados em música popular e entretenimento. Embora publicações como a Rolling Stone ainda não existissem naquele período, críticas posteriores frequentemente apontaram Dean Martin Sings como um registro importante do nascimento artístico de um dos maiores intérpretes americanos do século XX. O The New York Times, em análises retrospectivas, destacou a naturalidade da interpretação de Martin e sua habilidade em transmitir charme sem esforço aparente. Comercialmente, o álbum teve um desempenho respeitável para a época, especialmente considerando que o mercado de LPs ainda estava em expansão no início dos anos 1950. O sucesso ajudou Dean Martin a fortalecer sua carreira musical paralelamente ao cinema e à televisão, permitindo que ele deixasse de ser visto apenas como metade de uma dupla cômica. Aos poucos, sua imagem como cantor elegante e sedutor começou a ganhar força junto ao público americano.

Com o passar das décadas, Dean Martin Sings passou a ser reconhecido como um dos primeiros passos fundamentais de uma carreira extremamente influente na música popular tradicional. O álbum ajudou a estabelecer o estilo relaxado e sofisticado que faria de Dean Martin uma figura central do entretenimento americano, especialmente durante os anos 1950 e 1960. Sua maneira aparentemente simples de cantar escondia um grande domínio técnico e um senso de timing emocional muito refinado, qualidades que influenciaram inúmeros intérpretes posteriores. Hoje, o disco é valorizado principalmente por fãs do jazz vocal, do pop orquestral e da era clássica dos crooners. Além disso, ele representa um retrato importante de uma época em que os álbuns começavam a se tornar obras artísticas completas e não apenas coleções de singles. Mesmo sendo um trabalho inicial, o álbum preserva o charme atemporal que transformaria Dean Martin em uma das vozes mais reconhecidas e queridas da música norte-americana.

Dean Martin – Dean Martin Sings (1953)
Who's Your Little Who-Zis!
I'm Yours
I Feel a Song Coming On
Come Back to Sorrento
Oh Marie
I Feel Like a Feather in the Breeze
When You're Smiling (The Whole World Smiles)
A Girl Named Mary and a Boy Named Bill.
You're the Right One
Blue Smoke (Kohu-Auwahi)
Johnny Get Your Girl
As You Are

Erick Steve. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Dean Martin - Dream with Dean: The Intimate Dean Martin

Dean Martin - Dream with Dean: The Intimate Dean Martin
Dean Martin tinha uma voz maravilhosa. Aqui o cantor resolveu apostar em algo bem intimista. Ele gravou o álbum com apenas quatro  músicos ao seu lado, Ken Lane ao piano, Irv Cottler na bateria, Red Mitchell no baixo e Barney Kessel na guitarra (Kessel chegou a trabalhar com outros grandes nomes como Elvis Presley na década de 1960). Nada de orquestras e nada de arranjos mais sofisticados como era praxe em seus discos anteriores, já que Martin sempre seguiu os passos de Sinatra nesse aspecto. A ideia era mesmo mudar um pouco, produzindo algo bem intimista (o que fica bem claro na própria capa do álbum, com Martin ao lado da lareira com um cigarro em mãos, fazendo todo o charme possível, bem de acordo com sua imagem de Mr. Cool). Para produzir o disco na Capitol, Martin trouxe o produtor Jimmy Bowen, praticamente uma lenda do meio musical americano, tendo trabalhado com dezenas de cantores ao longo da carreira, entre eles o próprio Frank Sinatra, além de produzir grandes sucessos para Sammy Davis, Jr., Kenny Rogers, Hank Williams, Jr., The Oak Ridge Boys, Reba McEntire e George Strait. Era tão competente que Frank Sinatra o escalou para produzir os primeiros discos de sua filha, Nancy.

Esse álbum traz aquele que talvez seja o maior sucesso de toda a carreira de Dean Martin, a faixa "Everybody Loves Somebody". A história dessa canção é bem interessante pois quebrou a supremacia que os Beatles tinham nas paradas de sucesso da época. Foi uma das poucas canções americanas a tirarem do número 1 da Billboard gravações do grupo inglês que naquela época vivia a febre da Beatlemania. Reza a lenda que o próprio Dean Martin teria ligado para Elvis e dito em tom de piada que aquele era o jeito certo de enfrentar a invasão britânica nas rádios e paradas de sucesso. Tirando esses aspectos comerciais de lado, o que podemos dizer é que esse é certamente um disco maravilhoso, sob qualquer ângulo que se analise. A sonoridade em geral é de uma beleza ímpar, muito suave e delicada. O que sempre se sobressai é a excelente vocalização de Martin, com intervenções sutis da guitarra de Kessel, acompanhada da melodia do piano de Ken Lane, tudo intercalado por um baixo quase inaudível do talentoso Mitchell (que vinha do jazz). Nos Estados Unidos o álbum ganhou uma recente edição de luxo, simplesmente excepcional.

Dean Martin - Dream with Dean: The Intimate Dean Martin
1. I'm Confessin' (That I Love You) 
2. Fools Rush In 
3. I'll Buy That Dream 
4. If You Were The Only Girl 
5. Blue Moon 
6. Everybody Love Somebody 
7. I Don't Know Why (I Just Do) 
8. "Gimmie" A Little Kiss 
9. Hands Across The Table 
10. Smile 
11. My Melancholy Baby 
12. Baby Won't You Please Come Home.

Pablo Aluísio.