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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Pink Floyd - Ummagumma

Pink Floyd - Ummagumma 
O álbum Ummagumma, da banda britânica Pink Floyd, foi lançado em 7 de novembro de 1969 pela Harvest Records no Reino Unido e pela Capitol Records nos Estados Unidos. Trata-se de um álbum duplo e um dos trabalhos mais experimentais da carreira do grupo. O primeiro disco foi gravado ao vivo, reunindo apresentações registradas em concertos realizados em Birmingham e Manchester, enquanto o segundo é composto por gravações de estúdio nas quais cada integrante recebeu espaço para desenvolver suas próprias ideias musicais. Essa estrutura incomum permitiu que Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason explorassem diferentes estilos, desde o rock psicodélico até a música experimental, a vanguarda e a música concreta. O álbum surgiu em um momento de transição para o Pink Floyd, que buscava consolidar uma identidade própria após a saída de Syd Barrett, afastando-se gradualmente da psicodelia mais convencional em direção ao rock progressivo que marcaria os anos seguintes.

A recepção crítica ao lançamento foi bastante dividida. Muitos jornalistas elogiaram a ousadia do projeto e a disposição da banda em experimentar novas linguagens musicais, enquanto outros consideraram parte do material excessivamente abstrato e pouco acessível. Com o passar do tempo, revistas como a Rolling Stone reconheceram Ummagumma como um registro importante da evolução artística do Pink Floyd, embora nem sempre o coloquem entre seus melhores discos. O The New York Times destacou, em análises retrospectivas, que o álbum representa um laboratório criativo no qual a banda começou a desenvolver ideias que seriam aperfeiçoadas em obras-primas posteriores. Comercialmente, o disco foi bem-sucedido, alcançando o Top 5 das paradas britânicas e obtendo boas vendas internacionais. O lado ao vivo recebeu elogios especiais pelas interpretações expansivas de músicas como Astronomy Domine e Careful with That Axe, Eugene, enquanto o material de estúdio permaneceu como um dos capítulos mais desafiadores da discografia do grupo.

Com o passar das décadas, Ummagumma passou a ser visto como uma peça fundamental para compreender a transformação do Pink Floyd em uma das maiores bandas da história do rock. Embora seja um álbum menos acessível do que The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here ou The Wall, ele documenta um período de intensa experimentação e liberdade criativa, no qual os integrantes buscavam expandir os limites da música popular. Muitos críticos enxergam o disco como uma ponte entre a fase psicodélica iniciada com Syd Barrett e a era clássica liderada principalmente por Roger Waters e David Gilmour. Seu impacto pode ser percebido na influência exercida sobre o rock progressivo, a música experimental e até mesmo gêneros como ambient e space rock. Atualmente, Ummagumma continua dividindo opiniões, mas é amplamente respeitado por sua coragem artística e por registrar um momento único da evolução do Pink Floyd. Para muitos admiradores da banda, trata-se de uma obra fascinante justamente por revelar o processo criativo que antecedeu alguns dos álbuns mais importantes da história do rock.

Pink Floyd – Ummagumma (1969)
Disco 1 – Ao vivo
Astronomy Domine
Careful with That Axe, Eugene
Set the Controls for the Heart of the Sun
A Saucerful of Secrets

Disco 2 – Estúdio
5. Sysyphus – Part 1
6. Sysyphus – Part 2
7. Sysyphus – Part 3
8. Sysyphus – Part 4
9. Grantchester Meadows
10. Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict
11. The Narrow Way – Part 1
12. The Narrow Way – Part 2
13. The Narrow Way – Part 3
14. The Grand Vizier's Garden Party – Part 1 (Entrance)
15. The Grand Vizier's Garden Party – Part 2 (Entertainment)
16. The Grand Vizier's Garden Party – Part 3 (Exit)

Erick Steve. 

Pink Floyd - More

Pink Floyd - More
Durante um tempo o Pink Floyd ficou meio perdido. Não tinham ainda um disco de sucesso e nem eram muito conhecidos na Inglaterra. Para sobreviver como banda eles decidiram ingressar no mercado de trilhas sonoras. Para isso era preciso ter originalidade, inspiração e talento para músicas instrumentais. E nisso eles eram muito bons. Outro aspecto a se considerar é que naquele momento, logo após a saída de Syd Barrett, eles ainda não tinham decidido quem seria o vocalista principal do grupo. Tampouco sabiam quem iria escrever as letras das músicas. Então era mesmo um momento de indefinição e também de uma certa insegurança sobre os caminhos que o Pink Floyd iria tomar dali em diante. 

A partir desse álbum o Pink Floyd iria chegar de forma definitiva em sua formação clássica básica com David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright. Eles apenas não queriam que o Pink Floyd chegasse a um fim prematuro. Era além de tudo uma questão de pura sobrevivência no mercado. Mal sabiam eles que estavam prestes a criar um novo movimento dentro do grande universo do rock. Eles seriam os pioneiros do que depois seria chamado de Rock Progressivo, dando origem a um estilo musical que seria seguido por dezenas e dezenas de grandes conjuntos da época. Isso realmente aconteceu involuntariamente enquanto eles iniciavam uma nova revolução cultural no mundo da música inglesa. 

Pink Floyd - More (1969)
Cirrus Minor
The Nile Song
Crying Song
Up The Khyber
Green Is The Colour
Cymbaline
Party Sequence
Main Theme
Ibiza Bar
More Blues
Quicksilver
A Spanish Piece
Dramatic Theme

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Pink Floyd - A Saucerful of Secrets

Pink Floyd - A Saucerful of Secrets
O fundador e criador do grupo Syd Barrett usou tantas drogas que embarcou numa viagem sem retorno. Com sua saída os demais membros do Pink Floyd ficaram meio perdidos, sem saber para onde iriam. Esse foi o segundo álbum do Floyd e o primeiro sem Barrett, imerso em sua própria loucura. Uma das boas decisões que o novo líder do Floyd Roger Waters tomou foi trazer o guitarrista David Gilmour para as gravações do disco. Além de músico extremamente talentoso, um dos maiores guitarristas da história do rock, ele também ajudou muito na composição e arranjo de novas músicas para o disco. Era sem dúvida o músico certo naquele momento mais do que complicado do Pink Floyd. Afinal eles corriam o risco até mesmo de serem demitidos pela direção da gravadora EMI. 

O mais curioso é que o grupo pensou seriamente em se tornar uma banda especializada em temas incidentais para trilhas sonoras de filmes. Pois é, com a saída de Barrett eles ficaram inseguros sobre o futuro, achavam que o Pink Floyd estava com os dias contados. Uma saída para sobrevivência seria tocar e compor músicas para filmes. O destino porém iria levar eles para outra direção, bem mais promissora e de sucesso. Em relação ao resultado final desse disco o considero bom. Não é uma obra-prima do grupo e tem seus deslizes, mas serviu para manter o Pink Floyd vivo, planejando um futuro. Eles ainda não tinham encontrado o caminho certo, mas já estavam indo em uma boa direção. 

Pink Floyd - A Saucerful of Secrets (1968)
Let There Be More Light
Remember a Day
Set the Controls for the Heart of the Sun
Corporal Clegg
A Saucerful of Secrets
See-Saw
Jugband Blues

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Discografia Pink Floyd


Discografia Pink Floyd
Lista completa dos álbuns de estúdio do Pink Floyd, organizados em ordem cronológica com os respectivos anos de lançamento:

The Piper at the Gates of Dawn – 1967
A Saucerful of Secrets – 1968
More (trilha sonora) – 1969
Ummagumma – 1969
Atom Heart Mother – 1970
Meddle – 1971
Obscured by Clouds (trilha sonora) – 1972
The Dark Side of the Moon – 1973
Wish You Were Here – 1975
Animals – 1977
The Wall – 1979
The Final Cut – 1983
A Momentary Lapse of Reason – 1987
The Division Bell – 1994
The Endless River – 2014

👉 Essa lista traz apenas os álbuns de estúdio. O Pink Floyd também lançou diversos álbuns ao vivo e coletâneas (como Delicate Sound of Thunder e Pulse), mas normalmente não entram na discografia principal. Seguindo a lista anterior dos álbuns de estúdio, aqui está a discografia complementar do Pink Floyd, incluindo álbuns ao vivo e coletâneas oficiais (em ordem cronológica):

🎵 Álbuns ao vivo
Delicate Sound of Thunder – 1988
Pulse – 1995
Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980–81 – 2000

Live at Pompeii (lançado oficialmente em DVD/CD anos depois, mas gravado em 1971 e em 2016 saiu em edição expandida)

The Endless River – Deluxe Edition (inclui gravações ao vivo de 1994, mas não é considerado um álbum ao vivo separado)

📀 Coletâneas oficiais
Relics – 1971
A Nice Pair – 1973 (reunião dos dois primeiros álbuns)
Works – 1983
Echoes: The Best of Pink Floyd – 2001
A Foot in the Door: The Best of Pink Floyd – 2011

👉 Além disso, há inúmeros box sets e relançamentos especiais (como Shine On de 1992 e The Early Years 1965–1972 de 2016), que não são exatamente novos álbuns, mas reúnem raridades, faixas inéditas e versões ao vivo.

sábado, 7 de junho de 2025

Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn

A genialidade e a loucura são as duas faces de uma mesma moeda e o fundador e líder do Pink Floyd, Syd Barrett, comprovou isso com sua própria vida. Antes de enlouquecer completamente pelo uso abusivo das drogas lisérgicas tão em moda na época, ele teve tempo de registrar seu talento para a posteridade gravando o primeiro álbum de seu grupo chamado The Piper at the Gates of Dawn. O grupo formado em 1965 já tinha longa tradição no underground britânico, explorando um som inovador e de vanguarda, estando à frente de seu tempo com um som extremamente experimental e ousado. Syd Barrett, à frente do Floyd, não teve medo de arriscar, testando sonoridades, acrescentando sons eletrônicos, fazendo com que o Pink Floyd se tornasse uma experiência única, sem paralelos com nenhum outro grupo de rock da época. Tanto experimentalismo fez com o conjunto só tivesse a oportunidade de gravar seu primeiro disco no final de 1967. Nos estúdios, com todas as possibilidades da tecnologia de gravação à disposição, Barrett levou até as últimas consequências suas idéias.

Na maioria das músicas foi extremamente feliz, embora o excesso de psicodelismo e experimentalismo tenha prejudicado algumas das faixas, como por exemplo "Pow R. Toc H.", maluca demais até mesmo para um sujeito com um parafuso a menos como Barrett. Entre os destaques do disco temos "Astronomy Domine" que iria definir para sempre o som do grupo britânico, trazendo influência a todos os seus álbuns posteriores, com destaque para a obra prima Dark Side Of The Moon; "Interstellar Overdrive" que mostraria o virtuosismo instrumental dos membros da banda, "Chapter 24", uma das faixas mais acessíveis aos ouvintes e a ultra psicodélica "Bike", lembrando muito faixas do disco Sgt Peppers dos Beatles como "Being For The Benefit Of Mr Kite". Infelizmente a fase Syd Barrett iria durar pouco. O líder do Pink Floyd logo iria perder o sentido de realidade, sendo afastado do grupo meses depois. Sem a mente pensante de Barrett os membros restantes do Floyd iriam passar por uma fase de transição, sem saber direito que rumo tomar. Com Roger Waters e David Gilmour à frente do grupo, o Pink Floyd só iria reencontrar seu rumo definitivo anos depois, em plenos anos 70, onde se consagraria com alguns dos discos mais essenciais da história da música, gerando o nascimento do Rock Progressivo. Mas essa é uma outra história, que começou bem antes, aqui nesse álbum, fruto dos delírios geniais de Syd Barrett.

Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn
Astronomy Domine
Lucifer Sam
Matilda Mother
Flaming
Pow R. Toc H.
Take Up Thy Stethoscope and Walk
Interstellar Overdrive
The Gnome
Chapter 24
Scarecrow
Bike

Pablo Aluísio.